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Você é um ignorante, mas pode virar meu leitor!

Tio Sam quer você!

É fato, as pessoas não lêem.

Mas, como amantes de literatura, por que afinal nós não fazemos nada pra melhorar essa situação?

É essa a crítica que o Christian Gurtner faz no episódio 10 do Escriba Café Mobile. Nele, Christian faz uma interessante comparação entre os religiosos — sempre tentando fisgar novos adeptos — e os amantes da leitura, que geralmente não fazem nada pra disseminar sua “religião”.

Então me diga agora, me diga você leitor, ou você, completo ignorante: como podemos fazer isso? Quais as soluções possíveis para tornar a leitura um hábito comum entre todos? Como mostrar os prazeres que a literatura proporciona?

Esse é um desafio que pretendo solucionar.

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10 Comentários

1. por Daisy Carvalho em
Ago232007, às 14:23pm

Vou inaugurar porque sou ignorante, queria aprender mais de mil coisas na vida e saber muito mais do que sei, André. Pode começar, em minha opinião, com pequenos contos de diálogos de autores da Literatura popular. Diálogos são mais fáceis… e que sejam cômicos e coloquiais, numa linguagem que todos possam se deleitar. Eu gostaria… ;)

2. por TIna em
Ago232007, às 14:40pm

Parece uma contradição, mas tem que acabar com esse negócio de obrigar alunos a ler aqueles livros obrigatórios nos colégios, de leitura lenta, história amarrada, faz com q os jovens odeiem literatura sem ao menos conhecê-la.

3. por Daniela em
Ago242007, às 11:46am

Esse é também um problema meu. Sou amante da leitura desde a infância, e vivo instigando meus amigos (que na maioria não lêem) a pegar um gibi, um jornal ou um livro e fazer mais do que passar os olhos, fazer isso mais vezes e ver que isso é muito prazeiroso, tornar um hábito. Algumas vezes consigo tirar um ou outro de sua rotina e ler um livro…. Mas é difícil… Estou nessa contigo.

4. por Jane em
Ago242007, às 14:07pm

Desde cedo as pessoas deveriam ser incentivadas dentro de casa. O hábito seria instalado naturalmente na pessoa, a leitura “evoluiria” gradativamente.
Na escola, professores motivadores, e não aquela coisa chata, sinceramente, fui me interessar por literatura só agora, depois que saí da escola…
É uma questão que depende de muitas coisas… A educação depende do meio em que a pessoa vive… Se analisarmos a vida de uma pessoa pobre, por exemplo, além de ela não ter acesso a esse tipo de coisa, tampouco estará pensando em se tornar uma pessoa culta, já que a única coisa com a qual (naturalmente) se preocupa é “botar um prato de comida na mesa para o seu filho”. A tendência é sempre culparmos o indivíduo, mas há uma sequência de fatores que se relacionam e colaboram para o mal, de uma forma geral.

Vocês provavelmente devem achar o que falei bastante óbvio, mas acho que deve ser levado em conta… não sei se alguém chegou a comentar algo parecido…

Parabéns André e Dayse pelo blog, quase todos os dias passo por aqui, tenho adorado os textos!

5. por Daisy Carvalho em
Ago242007, às 16:23pm

Olá, Jane!

Obrigada, eu e André agradecemos sua presença e sua opinião, minha querida, tenha certeza que foi de grande ajuda suas palavras… A comida na mesa é algo com que nosso lindo povo se preocupa em princípio… adorei sua colocação, Jane.

Volte sempre, bem vinda!

Beijos da Daisy e do André! ;)

6. por Daisy Carvalho em
Ago242007, às 17:57pm

TINA:

Concordo, todos sabemos quão enfadonho é se ler por obrigação, o Brasil tem que mudar, o que você falou, minha amiga, é algo que parece estratégia para que os estudantes não leiam. Muito bom seu comentário.

Um grande beijo, Tina. E volte para o debate :) Brigada!

7. por Daisy Carvalho em
Ago252007, às 5:30am

DANIELA

“Algumas vezes consigo tirar um ou outro de sua rotina e ler um livro…. Mas é difícil… Estou nessa contigo.”

Já está fazendo muito, esta é um ótima idéia, se cada um de nós que gostamos de ler, conseguirmos fazer mais alguns pegarem o hábito, esta cadeia tende a crescer e um dia veremos que as coisas mudaram. Mas as estatísticas apontam que a cada ano mais pessoas lêem, por outro lado.
Há não muito tempo, tínhamos adultos analfabetos que hoje lêem, nem que seja imprensa marrom, nos jornaleiros enquanto sua condução não chega. O analfabetismo erradicado, teremos dias melhores ;)

Beijos!

8. por Oº°'¨ Jefferson ¨'°ºO em
Ago252007, às 13:38pm

Tarefa solitária e ingrata esta.

Há duas situações em que pareço ser de outro planeta: quando quero comentar algum filme que baixei pela net e assisti muito tempo antes, ou quando quero bater um papo sobre literatura. Se a internet não existisse, eu estaria fadado a falar somente com o meu “amigo imaginário”, que por sinal também lê as mesmas coisas que eu mas tem opinião sempre oposta.

Acho que o passo fundamental para arrebanhar discípulos leitores é você ser um leitor assíduo. Dizem que tudo o que demonstra ser prazeiroso os outros querem copiar. Muita gente que já me viu rindo (ou chorando) com um livro, depois me pediu ele emprestado, só por curiosidade.

Agora, se você quiser ser uma alma bondosa (e ir para o céu), tenha uma biblioteca para emprestar o que te pedirem. Empreste, mesmo que sinta dó daquele seu xodózinho, mas estipule uma condição: a pessoa tem que ler o que pegar. Se devolver sem ler, entra para a lista negra dos excomungados de sua biblioteca.

Outra dica importante: comente sempre que puder sobre algo que leu. Eu uso trechos em meus trabalhos na faculdade, que até os professores copiam. Dias atrás, fiz uma analogia entre Drácula e os tributos brasileiros que me valeram aplausos. O mais legal não é tanto ter orgulho de ser diferente, é ver que outros passam a te ver como modelo e querem imitar.

Além de incluir literatura no seu cotidiano, procure outras formas de escrever sobre aquilo que você ama. Entre em contato com jornais, revistas ou periódicos locais, crie um blog (o meu é jefferson.blog.br), componha uma canção ou faça um poema sobre ler. Sempre digo que em todo leitor tem um escritor escondido. Declame aos quatro ventos o que a leitura trouxe de bom (ou ruim) para você. Chame a atenção. Venda a sua paixão, com charme, para que outros também se apaixonem.

No mais, é trabalho duro em cima de trabalho duro. Mas como na fábula do leão e do beija-flor, se não iremos resolver completamente o problema, pelo menos faremos a nossa parte.

1 abraço.

9. por Daisy Carvalho em
Ago252007, às 21:38pm

Jeff!

Drácula e tributos, eu aplaudo também, depois me mostre o conteúdo hehe…
Vamos lá: brinacadeiras a parte, fiquei imaginando o que um não leitor ou um analfabeto, ai!, falam com seu amigo invisível… É fato que todos nós temos ou tivemos um desses.
Fazer poemas belos e simples, enaltecendo o prazer da leitura é sim, um bom caminho porque TODOS estão sujeitos à emoção de uma poesia, mas esse debate não tem como objetivo de fato, conseguir soluções imediatas porque, creio, estamos meio perdidos. Falamos e falamos mas, dói, eu sei, mas provavelmente não chegará nosso tão esperado leitor principiante. Já consta no inconsciente coletivo que aprender a ler é na escola e ler por ex. Machado de Assis, J.M. de Macedo, ou Érico Veríssimo, é um “saco”, “vou colar”. Não sei se estaremos rendendo, todos nós, um projeto de bons resultados, mas, com certeza eu sei que cada um de vocês que vem aqui e opinam, sei que este ato é de puro amor que só os que lêem tem essa espécie de benevolência, um desejo de dividir tamanho prazer que é o prazer de ler um livro.
Você falar em Fábula foi, sem dúvida, um convite à experimentação. Talvez achemos um escritor dentre vocês que tenha esse feeling e talvez, seria lindo, publicarmos uma vez por semana, uma linda fábula em que a moral da estória se resumisse em : “quem lê, sai da caverna da tristeza e encontra o sol da alegria.”

Obrigada, querido amigo.

Beijos!

10. por maria elza em
Set012007, às 16:16pm

Jefferson
Quero que saibas que você não está tão sozinho nessa empreitada de buscar fazer novos leitores, também vivo uma situação parecida a que você relata.A poucos meses emprestei “aquele livro” que era meu xodó na ansia que a pessoa lesse pelo menos um ou outro capítulo que fosse.Que nada. Me devolveu amassado,um pouco sujo e o pior sem ler nada. Nadinha de nada mas, valeu a tentativa e o encentivo.Você também falou em algo que é meu maior sonho:ter uma biblioteca pública.Até continuemos emprestando nossos “xodós”.
Adorei seus comentários.
Um abraço.

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