Uma pergunta comum, uma resposta incomum, um poema e uma música
O assunto de hoje foge um pouco da literatura pura para abranger diversas outras áreas.
A pergunta que mais tenho ouvido ultimamente de pessoas que não me conhecem ou acabaram de conhecer é:
Você é gótico?
No inÃcio eu respondia um simples “não”, mas depois de pensar mais sobre o assunto e fazer uma análise de mim mesmo, percebi que a resposta, sem dúvida, é mais complicada que a pergunta.
Vamos ver o que a Wikipedia nos diz sobre o estilo gótico:
A subcultura gótica (chamada de Dark no inÃcio dos anos oitenta no Brasil) é uma subcultura contemporânea presente em muitos paÃses. Teve inÃcio no Reino Unido durante o final da década de 1970 e inÃcio da década de 1980, derivado também do gênero pós-punk. A subcultura gótica abrange um estilo de vida, estando a ela associados, principalmente, gostos musicais dos anos 80 até o presente (darkwave/gothic rock, death rock, trip hop, ebm, synthpop, indie, etc.), estética (visual, “moda”, vestuário, etc) com maquiagem e penteados alternativos (cabelos coloridos, desfiados, desarrumados) e uma certa bagagem filosófica. A música se volta para temas que glamourizam a decadência, o niilismo, o hedonismo e o lado sombrio. A estética sombria traduz-se em vários estilos de vestuário, desde death rock, punk, andrógino, renascentista e vitoriano, ou combinações dos anteriores, essencialmente baseados no negro, muitas vezes com adições coloridas e cheias de acessórios baseadas em filmes futuristas no caso dos cyber goths.
Estética sombria e Gothic rock.
Sobre a religião no estilo gótico:
O gótico/darkwave é uma subcultura laica, ou seja, não é integrada à qualquer religião. Alguns pensam que os góticos estão diretamente ligados à Wicca ou Satanismo, invariavelmente. Cada membro é livre para a escolha da religião, ou de sua ausência, independente do que se propõe dentro do grupo.
Algum recurso de preâmbulo religioso é utilizado como temática, para músicas ou estética. Um crucifixo, por exemplo, pode, teatralmente, simbolizar a tortura (Cruscio = tortura), pois a cruz foi cunhada em Roma, como instrumento para tal, antes mesmo do nascimento de Cristo. Outro engano freqüente é a ligação do estilo musical gótico com outro com o qual nunca teve nenhum contato. Mas para isso é preciso, primeiramente, conhecer o verdadeiro conceito musical e as verdadeiras raÃzes da cena gótica ou darkwave como seus membros gostam de chamá-la. Para saber mais Leia o artigo existente sobre Música Gótica (Gothic rock).
Subcultura Laica.
Então já encontrei os 3 pontos principais que levam tantas pessoas a me fazer a tal pergunta:
- 95% do meu guarda-roupas é preenchido com roupas negras;
- Minhas bandas favoritas são góticas;
- Eu sou ateu, ou algo próximo a isso.
Porém, eu continuo afirmando: Eu não sou gótico. Por quê? É simples: eu sigo um estilo próprio de vida.
Tenho influências? Claro que sim, afinal, eu sou um ser humano. Mas apesar disso, não me sinto no direito de afirmar que faço parte de uma subcultura tão abrangente pela qual tenho muito pouco conhecimento (além do modismo inerente), mas muita admiração.
E para não fugir tanto da literatura, vou transcrever a letra de uma música que poderia ser um poema. A banda chama-se Épica e a música chama-se Cry for the Moon. Praticamente todo o repertório dessa banda é baseado em crÃtica religiosa e essa música é o expoente máximo dessa crÃtica. Pessoalmente, eu acho fantástico.
Épica – Cry for the moon
Follow your common sense
You cannot hide yourself
behind a fairytale forever and ever
Only by revealing the hole truth can we disclose
The soul of this bulwark forever and ever
Forever and ever
Indoctrinated minds so very often
Contain sick thoughts
And commit most of the evil they preach against
Don’t try to convince me with messages from God
You accuse us of sins committed by yourselves
It’s easy to condemn without looking in the mirror
Behind the scenes opens reality
Eternal silence cries out for justice
Forgiveness is not for sale
Nor is the will to forget
Virginity has been stolen at very young ages
And the extinguisher loses it’s immunity
Morbid abuse of power in the garden of eden
Where the apple gets a youthful face
You can’t go on hiding yourself
Behind old fashioned fairytales
And keep washing your hands in innocence
–
Não é, divinamente, linda? Veja o clip e ouça, agora.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=EP-HVgIWRZo[/video]



A Ilíada e a Odisséia, de Homero
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Crime e Castigo, de Dostoiévski
Édipo Rei, de Sófocles
Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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