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Talvez um dia eu volte

Dizer adeus parece hoje um ato solene de libertação, vou. E quem sabe para onde?
No silêncio das nuvens e entre a escuridão de uma fria madrugada sombria deixo estas lembranças que demonstram o sentimento de uma triste alma solitária.

Talvez um dia eu volte.

Entre as mágoas de seu sorriso sereno, entre o perfume de seus longos e lisos cabelos, entre o brilho de seus olhos.
Deixo apenas o mais puro pesar pelas noites em meio às lágrimas, pelos caminhos perdidos, pelas luzes apagadas…

Talvez um dia eu volte.

Talvez um dia este pobre coração compreenda o triste vagar das estrelas em um céu onde reina a Lua impune e os gritos dos anjos ecoam pela eternidade.
Sei que agora vou e não espero seu pesar, pois no fundo de sua alma escrevi uma triste canção de despedida.

Talvez um dia eu volte.

4 Comentários

1. por Bruna em
Jan312007, às 11:56am

=)

Heeey Andréé!

Fico muito contente em ver um jovem rapaz,feito você, fazendo um trabalho muito bom como esse, divulgando a Literatura!

Via Láctea

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” Eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálido aberto,
Cintila. E ao vir do sol, saudoso e em pranto,
linda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversa com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

Beijãão meu guri!
=***

2. por Anderson em
Fev042007, às 18:38pm

Olá André, eu sou amigo do Rafa…
Estava navegando no orkut e topei com seu blog…
Queria lhe parabenizar, muito bom o conteúdo…
Continue assim cara, muito boa iniciativa…
Abraços, teh +

3. por MatheusHorta em
Ago082010, às 1:45am

Quando escrevi meu nome, tinha a única intenção de parabenizado, mas me dei conta de que seria um comentário esquecido entre muitos outros.
Decidi fazer alguma coisa diferente .E como sempre que se faz isso, há a possibilidade de fazer merda, peço desculpas. Também não precisa agradecer a tentativa.
Acho que, por mais que escrevamos ou façamos algo cheio de alma e sejamos reconhecidos, resta um vazio independe de nós . Um vazio muito forte, de alguma coisa de outro mundo, outro tempo, de outro passado. Sinto isso no seu poema.
Um recado de um bicho esquisito para outro! Mas nesse mundo, quero mais é ser estranho mesmo!!!

Abraço e luz

4. por MatheusHorta em
Ago082010, às 1:46am

“parabenizá-lo” *

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