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Sua vida em um livro. Que livro você seria?

A Escola de Escritores convida todos os internautas a comemorar o dia do livro desse ano de uma forma diferente: revelando “que livro eu seria, caso as pessoas fossem livros”.


Se André Gazola fosse um livro…

Já está disponível na página da Escola um formulário no qual você pode definir, em 100 palavras, que livro você seria caso fôssemos feitos de papel, tinta e palavras. Sabe aquele livro que parece que foi escrito exatamente para nós, pelo autor? Sabe, né.

Todos temos um livro — um romance, poema, livro de contos, livreto, peça teatral, ensaio — ao qual não devemos apenas agradecer pela paixão que nos faz sentir pela literatura, mas que marcou o rumo de nossas vidas. Portanto, não se trata de escolher o melhor livro escrito, mas sim aquela obra que, ao lermos, nos mudou para sempre.

Os professores da escola já falaram sobre os livros com os quais se identificam para animar todos a participar. Lorenzo Silva escolheria ser O Processo de Kafka (Porque fala de um conceito chave: a culpa), Soledad Puértolas sería A Fugitiva de Alice Munro (A vida move-se, as personagens movem-se, a prosa de Munro flui) e Andrés Neuman, os Poemas póstumos de César Vallejo (Poucos autores escreveram livros que foram tão pessoais).

A identificação entre livro e indivíduo será levada a seus extremos no dia 23 de Abril, nas mãos do Projeto Fahrenheit 451. Como acontece no romance, várias pessoas vão se tornar uma espécie de “vetor biológico”, memorizando seus livros inteiros e recitando para os demais.

E então, quem você seria? Qual o seu eu-literário, aquele livro que manifesta seus mais profundos desejos, sentimentos e expectativas?

Se eu fosse um livro, com certeza seria Deus, um delírio do Richard Dawkins.

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9 Comentários

1. por Louis Alien em
Abr042008, às 18:18pm

eu seria certamente “misto Quente” do charles Bukowski

2. por Fátima em
Abr042008, às 20:50pm

E, tendo esquecido, retorno!

Se pudesse escolher qual livro seria, escolheria ‘O Amor nos tempos do cólera’, pois fala ele sobre a ‘paciência do amor’, pois o amor é paciente, enquanto a paixão é ansiosa, posto que efêmera.

Grande abraço!

:)

3. por Karina em
Abr042008, às 22:44pm

Poxa…acho que “Elogio a loucura” de Erasmo Rotterdan certamente foi o que mais me identifiquei, não com a obra, propriamente dita, mas com o autor e sua colocação…enfim, talvez seja com a obra mesmo. Mas nada com meu eu e a loucura,rs.

Acho que disse tudo meio confuso, mas é esse mesmo meu comentário.

bjos

Karina

4. por Dai em
Abr052008, às 2:26am

Ainda tragicamente ferrada com este acontecimento, onde um cão de rua é torturado ‘em nome da arte’, eu gostaria de ser aquele cara que virou inseto e sofreu cada segundo do resto de sua vida, descobrindo de forma febril e indefesa, que o ser humano não presta.
Eu gostaria de fazer parte do universo kafkiano. Eu seria o Gregor. Com muito orgulho. Assim, estaria solidária ao cão que torturado em Honduras. :(

5. por André Gazola em
Abr052008, às 14:21pm

Daisy e Fátima. Aprecio a atitude de vocês. No entanto, aqui não é lugar pra discutirmos a morte de um (entre os milhões) de animais que morrem todos os dias.

Espero que entendam.

6. por Fátima em
Abr052008, às 14:29pm

André:

Boa-Tarde:

Talvez meu comentário tenha ficado obscuro: em nenhum mometo busquei utilizar seu espaço para promover quaisquer debates em torno do assunto, só encontrei um link em minhas estatísticas e vim aqui AGRADECER, num ato de gentileza próprio da blogosfera.

Não obstante o agradecimento, respondi à questão suscitada por tua postagem, assim como o fez a Dai.

Por fim, agradeço a atenção e cordialidade, bem como apresento minhas desculpas decorrentes do mal-entendido.

Att.

7. por gelsa mara em
Abr052008, às 15:16pm

Li Encontro Marcado de Fernando sabino, aos 14 anos e com certeza foi e é o livro q mais marcou minha vida, com certeza este é o livro q eu gostaria de ser…

8. por JLM em
Abr172008, às 9:43am

Eu seria a Bíblia.

Motivos: sou contraditório, às vezes do bem às vezes do mal, meio auto-ajuda, conservador, complexo, machista e consigo fazer muita gente acreditar em mim, independentemente se estou certo ou errado. Nem todos gostam de mim, mas os que gostam dariam a vida.

1 abraço.

9. por André Gazola em
Abr172008, às 15:03pm

Legal Jefferson, eu nem pensei nela, mas é um livro que se aproxima muito das “características humanas”, como você bem citou.

Abraço

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