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	<title>Comentários sobre: Pela humanidade literária</title>
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	<description>Indicações de Livros, Literatura, Resenhas e Faculdade de Letras</description>
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		<title>By: Elaine</title>
		<link>http://www.lendo.org/pela-humanidade-literaria/comment-page-1/#comment-20863</link>
		<dc:creator>Elaine</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 13:23:56 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo plenamente com você, André. É triste constatar a existência da marginalização literária no meio da sociedade, um mal que começa pela mecanização dos processos originados do moderno sistema informatizado e globalizado que temos hoje. Escravos deste sistema, nos tornamos menos humanos e mais robóticos com certeza, como consequência a inversão dos valores, e também, a literatura entra neste &quot;bolo&quot;...uma pena.

bjs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo plenamente com você, André. É triste constatar a existência da marginalização literária no meio da sociedade, um mal que começa pela mecanização dos processos originados do moderno sistema informatizado e globalizado que temos hoje. Escravos deste sistema, nos tornamos menos humanos e mais robóticos com certeza, como consequência a inversão dos valores, e também, a literatura entra neste &#8220;bolo&#8221;&#8230;uma pena.</p>
<p>bjs</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Jorge Leberg</title>
		<link>http://www.lendo.org/pela-humanidade-literaria/comment-page-1/#comment-20856</link>
		<dc:creator>Jorge Leberg</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 23:38:13 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;(...) uma sociedade cujos valores aproximam-se cada vez mais de uma desumanidade maquinal e mórbida, regida por padrões de produtividade, metas e estatísticas (...)&quot;

Nossa, me identifiquei muito nessa tua crítica. Trabalho no IBGE e, portanto, lido todo expediente com algumas de tais culminâncias dessa sociedade dita pós-moderna em que vivemos. E as ciências exatas só se arrogam a tal posto por serem abstratas, como você mesmo frisou, classificação que tem se desconstruído com o tempo: alguns estudiosos já defendem a possibilidade da Matemática não ser deveras uma ciência exata, e leis/conceitos da Física Clássica foram demolidos em partes pela Teoria da Relatividade de Einstein, dentre outras. As contradições da vida podem ser encaradas poética e filosoficamente como um reflexo das próprias contradições do universo, estas desnudadas por teorias como a própria de Einstein (inclusive existe uma partícula, perdoem-me a ignorância por não saber seu nome e tampouco explicá-la melhor, que contradiz leis da Física por ocupar o mesmo espaço de outros corpos; a luz é onda e partícula simultaneamente; etc).

Aliás, a própria ciência - não propriamente a exata - é aceita segundo noções de validade científica, e não de verdades indissolúveis. É o método científico, uma teoria/tese vale enquanto não surgir outra mais completa ou que explique mais satisfatoriamente um fenômeno, não raro contradizendo a anterior (quebra de paradigmas).

Aliás, quando você se referiu aos cavaleiros do Apocalipse literário, não apenas me lembrei daqueles que &quot;profetizaram&quot; e ainda &quot;profetizam&quot; o fim do romance (e/ou da literatura como a concebemos), mas da renovação do romance (pós-)moderno e do fato de que a literatura ainda continua firme e forte. Até Nostradamus se equivocou, não?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;(&#8230;) uma sociedade cujos valores aproximam-se cada vez mais de uma desumanidade maquinal e mórbida, regida por padrões de produtividade, metas e estatísticas (&#8230;)&#8221;</p>
<p>Nossa, me identifiquei muito nessa tua crítica. Trabalho no IBGE e, portanto, lido todo expediente com algumas de tais culminâncias dessa sociedade dita pós-moderna em que vivemos. E as ciências exatas só se arrogam a tal posto por serem abstratas, como você mesmo frisou, classificação que tem se desconstruído com o tempo: alguns estudiosos já defendem a possibilidade da Matemática não ser deveras uma ciência exata, e leis/conceitos da Física Clássica foram demolidos em partes pela Teoria da Relatividade de Einstein, dentre outras. As contradições da vida podem ser encaradas poética e filosoficamente como um reflexo das próprias contradições do universo, estas desnudadas por teorias como a própria de Einstein (inclusive existe uma partícula, perdoem-me a ignorância por não saber seu nome e tampouco explicá-la melhor, que contradiz leis da Física por ocupar o mesmo espaço de outros corpos; a luz é onda e partícula simultaneamente; etc).</p>
<p>Aliás, a própria ciência &#8211; não propriamente a exata &#8211; é aceita segundo noções de validade científica, e não de verdades indissolúveis. É o método científico, uma teoria/tese vale enquanto não surgir outra mais completa ou que explique mais satisfatoriamente um fenômeno, não raro contradizendo a anterior (quebra de paradigmas).</p>
<p>Aliás, quando você se referiu aos cavaleiros do Apocalipse literário, não apenas me lembrei daqueles que &#8220;profetizaram&#8221; e ainda &#8220;profetizam&#8221; o fim do romance (e/ou da literatura como a concebemos), mas da renovação do romance (pós-)moderno e do fato de que a literatura ainda continua firme e forte. Até Nostradamus se equivocou, não?</p>
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	<item>
		<title>By: Michely Looz</title>
		<link>http://www.lendo.org/pela-humanidade-literaria/comment-page-1/#comment-20855</link>
		<dc:creator>Michely Looz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 22:37:05 +0000</pubDate>
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		<description>Olá André!
Nossa! Tirasse palavras de nossas bocas...hehe
A humanidade acha que tem o poder de saber, o que na verdade é quase que uma ironia. O mundo tem que querer saber, e isso já basta por hora.
Como a Paula mesmo disse, esse tipo de coisa só irá acontecer quando a humanidade olhar-se no espelho com honestidade.
É como diz meu colega de noites Jostein Gaarder, &quot;pois quando a gente entende que não entende alguma coisa, é que a gente está prestes a entender tudo&quot;.
Sem mais...
Parabéns pelo post.
Abração</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá André!<br />
Nossa! Tirasse palavras de nossas bocas&#8230;hehe<br />
A humanidade acha que tem o poder de saber, o que na verdade é quase que uma ironia. O mundo tem que querer saber, e isso já basta por hora.<br />
Como a Paula mesmo disse, esse tipo de coisa só irá acontecer quando a humanidade olhar-se no espelho com honestidade.<br />
É como diz meu colega de noites Jostein Gaarder, &#8220;pois quando a gente entende que não entende alguma coisa, é que a gente está prestes a entender tudo&#8221;.<br />
Sem mais&#8230;<br />
Parabéns pelo post.<br />
Abração</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: André Gazola</title>
		<link>http://www.lendo.org/pela-humanidade-literaria/comment-page-1/#comment-20845</link>
		<dc:creator>André Gazola</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:49:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.lendo.org/?p=1914#comment-20845</guid>
		<description>Paula, fico muito feliz que goste desse tipo de post :)

E você tem toda razão, a humanidade cada vez mais se encaminha para o &quot;saber tudo&quot;, quando na verdade isso nunca será possível.

Obrigado, e boa semana!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paula, fico muito feliz que goste desse tipo de post :)</p>
<p>E você tem toda razão, a humanidade cada vez mais se encaminha para o &#8220;saber tudo&#8221;, quando na verdade isso nunca será possível.</p>
<p>Obrigado, e boa semana!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: paula mello</title>
		<link>http://www.lendo.org/pela-humanidade-literaria/comment-page-1/#comment-20844</link>
		<dc:creator>paula mello</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:11:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.lendo.org/?p=1914#comment-20844</guid>
		<description>André, que delícia de post, tão bom quando vc escreve assim. Eu pensava que tudo isso só acontecia com a História, mas vejo que todas as ciências humanas passam pela má vontade dos que se dizem &quot;exatos&quot;. Exatos em quê? Só se for na rigidez de fórmulas que eles mesmos, vez por outra, admitem estar erradas... Vivemos um mundo desconhecido ainda, tal qual o próprio homem. A máxima de Sócrates continua mais importante do que nunca, só sei que nada sei, e essa é a grande viagem que a Humanidade precisa querer fazer, mas que só vai conseguir quando se olhar no espelho com honestidade.
Érico Veríssimo é sempre uma grande aventura. Adorei a dica e vou colocar na lista de leituras.
E as cruzadas tb estão ótimas. Enfim, qualidade e conteúdo para mais de metro.
Boa semana!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>André, que delícia de post, tão bom quando vc escreve assim. Eu pensava que tudo isso só acontecia com a História, mas vejo que todas as ciências humanas passam pela má vontade dos que se dizem &#8220;exatos&#8221;. Exatos em quê? Só se for na rigidez de fórmulas que eles mesmos, vez por outra, admitem estar erradas&#8230; Vivemos um mundo desconhecido ainda, tal qual o próprio homem. A máxima de Sócrates continua mais importante do que nunca, só sei que nada sei, e essa é a grande viagem que a Humanidade precisa querer fazer, mas que só vai conseguir quando se olhar no espelho com honestidade.<br />
Érico Veríssimo é sempre uma grande aventura. Adorei a dica e vou colocar na lista de leituras.<br />
E as cruzadas tb estão ótimas. Enfim, qualidade e conteúdo para mais de metro.<br />
Boa semana!</p>
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