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Novo Livro de Sexóloga faz uma Revisão da Relações Sexuais e do Casamento como conhecemos

“Dois é pouco”

Depois de dez anos de lançado e 50 mil cópias vendidas, o livro A cama na varanda - Arejando nossas idéias a respeito de amor e sexo, da sexóloga Regina Navarro Lins, precisou ser ampliado. Na nova edição, lançada pela editora Best Seller (480 págs.), Regina usou o que ouviu em 34 anos de consultório para decretar o fim do casamento tal como o conhecemos. E faz um alerta sobre o que pensa ser um novo caso de saúde pública: a falta de sexo para mulheres maduras.

O que mudou em 10 anos.

Segundo a autora do livro, em dez anos novas tendências surgiram. A idéia de amor romântico, idealizado, que prega só ser possível amar uma pessoa de cada vez, está saindo de cena e levando consigo a exigência de exclusividade. Daqui há algum tempo, segundo a sexóloga, será muito mais comum o poliamor. Isso quer dizer que solteiros e casados vão poder amar várias pessoas ao mesmo tempo. A autora afirma que o que faz é ler os sinais. Ela diz que quando entrou para a faculdade, em 68, todo mundo era virgem. Ninguém acreditaria que em umas poucas décadas moça nenhuma se casaria virgem.

Ela afirma que exclusividade sexual sempre foi uma ficção. E relações extraconjugais são super comuns. Diz ainda que relação fora do casamento nada tem a ver com traição(?).

Afirma que o grande equívoco é fazer pacto de fidelidade. “Não é natural ficar muitos anos sentindo tesão por uma só pessoa. Isso não existe.”

Quanto ao ciúme…

Regina diz que temos que lutar contra o ciúme, pois ele é intimidador, tem a ver com sentimento de posse. E que erradamente aprendemos a ter posse do outro. “O fato de se transar com outra pessoa não significa que deixamos de amar o nosso parceiro”, afirma a sexóloga.

Diz ainda que relação monogâmica é rara no mundo animal. Existe em raríssimas espécies. O adultério não acontece somente nos casos famosos: Bill Clinton, Renan Calheiros. Segundo Regina, todos gostamos de variar, o que não significa que amamos menos nossos parceiros.

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Amor na Web

Os namoros virtuais já apontam para essas mudanças de comportamento: “Quando se transa com alguém na Web, se não gostar, é só deletar e começar a transar com outro.”

O entrevistador pergunta à doutora como se transa com alguém pela internet:

“Por meio de palavras. Tem gente que se masturba no processo, mas não necessariamente. O pensamento é fortíssimo. Basta escrever, criar situações. Muita gente faz isso. Conversam, transam e só depois encontram-se pessoalmente.”

Como será o casamento no futuro?

“Muito mais livre. Minhas netas vão pensar: “coitadinha da vovó, que tinha um marido para tudo”. As pessoas vão ter

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6 Comentários

1. por André Gazola em
Jul022007, às 12:58pm

As relações mudaram e vão continuar mudando. Isso é fato indiscutível.

Já li até uma matéria que diz que os jovens do Canadá preferem o sexo virtual ao real. Exageros talvez, mas a tendência, por mais que seja estranha, é essa mesmo.

Hoje eu tenho amigos que moram em outros países. Talvez tenha namoradas um dia que sequer tenha visto. E no fundo o que muda?

O amor Platônico é o mais puro, nisso eu acredito.

2. por Daisy Carvalho em
Jul022007, às 13:03pm

Ter mais de um parceiro e coabitar, etc, etc… Hum, sei não. Mas quanto ao amor Platônico… Também acredito.
Como toda virada de século, tráz mudanças e especulações, e muitas não se concretizam. É esperar para ver… Se eu estiver viva até lá hehehe!
BJ!!!
Gostei muito de sua análise sobre a TV brasileira. Parabéns.

3. por Alessandro Martins em
Jul022007, às 14:17pm

Concordo com a sexóloga. Traição e relações extra-conjugais são duas coisas diferentes. Podem ser a mesma coisa, mas não é uma regra. Beijos!

4. por Adam Victor Nazareth Brandizzi em
Jul022007, às 15:41pm

Parece-me mais que hoje em dia as pessoas simplesmente pedem mais do que querem, o que seria constrangedor em outros tempos… Não é uma mudança de gostos, mas um afloramento deles.

De qualquer forma, não creio em grandes previsões. O futuro é sempre mais, muito mais surpreendente que a mais incrível das previsões… Quando tenta-se prever o futuro, eu só lembro do “telégrafo portátil” que se esperava, no início do século XX, para o início do século XXI…

Tirando isto, eu apostaria, sim, meus centavos na previsão da Regina Navarro. O que creio é que ninguém vai reparar que o que foi previsto aconteceu, pelo tanto de coisas ainda mais inesperadas acontecendo…

5. por André Gazola em
Jul022007, às 15:51pm

Esse afloramento é a “grande onda” pois o ser humano nunca foi tão livre qto agora.

Antigamente a Igreja era tão rígida, os valores eram tão respeitados e temidos, que ninguém pensava em demonstrar esses desejos.

Hoje.. bem hoje é o que todos nós estamos vendo.

Será que seria bom se voltássemos ao passado para eliminar isso? Eu acredito que não também, pois é um processo de evolução que faz parte de uma sociedade.

Mas é preciso ter cuidado: no momento em que os relacionamentos passarem a ser, digamos, poligâmicos, como será feita a indentificação das famílias? Quem será filho de quem?

Esse processo pode levar a uma bestificação da própria espécie humana.

6. por Daisy Carvalho em
Jul022007, às 17:40pm

Oi, Adam, muito bem pensado, mas eu creio que essas mudanças serão sim, bem notadas pois marcará um marco da decadência da Igreja que institucionalizou as regras do comportamento sexual, como adultérios, a não homossexualidade, conservação da virgindade, aborto como crime… Tudo isso sendo repensado, mostrará que a Igreja perdeu! Acho que vai dar para se notar, sim! E tudo o mais que estiver acontecendo paralelamente estará de alguma forma associado à sua decadência. O que acha?
Um beijo,Adam.

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