Livro – Que história é essa?
Amado livro, pra que quero!
Assim caminha a humanidade — da antiguidade aos dias de hoje, a excepcional capacidade do homem em comunicar-se, procurando e aperfeiçoando indefinidamente suas ferramentas, eis que chegamos aqui, nessa maravilhosa era digital que nos permite correr contra o tempo, e na velocidade deste mecanismo, me emociona pensar em como tudo começou.
Antes do homem pensar na utilização de certos materiais para escrever — delírio da mente humana na sua forma mais angelical e inteligente de entender o mundo em que vivemos — lembram daqueles apetrechos, tipo fibras vegetais e tecidos? Pois é, mas antes disso já buscávamos sair do ostracismo e do silêncio. Não suportamos a solidão. Jamais a suportaremos.
As Bibliotecas da Antiguidade já estavam repletas de textos gravados. Onde? Em tabuinhas de barro cozido. Eis nossos primeiros “livros”.
Com o tempo, fomos aprimorando técnicas, arranjos os mais diversos, porque então já sabíamos ser impossível parar. Em minha opinião, a filosofia da globalização começa aí: por que tanta aflição em se comunicar, datar fatos históricos, trocar idéias, conhecer outras culturas, entender o outro? Já era o explendor do humano dacantando seu espírito independente e ávido do saber.
Passo a passo chegamos ao mecanismo da impressão e, em grandes tiragens, ele, o livro passou a ser de maior acesso e de fácil transporte. A partir de então, tornou-se possível a transmissão de fatos históricos, descobertas, tratados, códigos, ou mesmo para simples entretenimento, em grande escala e circuido mundial.
O livro tornou-se mercadoria cultural. Virou objeto de comércio, mas a palavra vence o tempo e assim, livro continua sendo nada mais do que difusão de idéias, como lá atrás. Que lindo isso.
Dessa forma, o mundo inteiro, toda a humanidade tem acesso ao livro e a pensadores eternizados como Sócrates, Karl Marx, Jesus Cristo, Sartre, Tolstoi, Adolf Hitler. Idéias as mais diversas modificando, transformando as idéias do ser humano. Há quem afirme que a história do livro se confunde com a história da própria humanidade.
A situação atual: produção de livros em massa, cuidados especiais com o reflorestamento, e milhões de leitores espalhados por nosso lindo planeta. A partir do séc. XX, o livro entrou definitivamente para o maior tesouro que nós adquirimos ao longo dos séculos e das eras.
Estamos na era digital, ou seja, a já cobiçada ‘globalização’ da Antiguidade, desemboca aqui na internet, onde continuamos exatamente como no começo: ávidos por informações, virtuais e virtuosos em busca de nossa plenitude.
Depois dessa linda história, nós homenageamos, ainda que tardiamente — mas nem tanto — os blogueiros, no BlogDay, que não usam mais tabuinhas já que os teclados são mais rápidos, porém, dentro de nós, bate o mesmo coração livre pra pensar e amar a liberdade de expressão e as trocas de informações.
Viva o livro.
Parabéns a todos os donos de blogs!







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André