Jean-Marie Gustave Le Clézio é Nobel de Literatura 2008
Saiu hoje de manhã o resultado do Nobel de Literatura 2008. O prêmio foi para o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio que, segundo a academia sueca, é um “escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual, o explorador de uma humanidade mais além da civilização reinante”.

Suas temáticas envolvem a crítica à civilização urbana e ao ocidente materialista.
Eu só posso dizer que nunca tinha ouvido falar nele. Procurei seus livros e só encontrei três traduções para o português (Sinopses da Livraria Saraiva). Como de costume, daqui uns dias vamos ver editoras enlouquecidas querendo publicar seus livros.
- O africano:Com um olhar ao mesmo tempo terno e duro do passado, Le Clézio tenta capturar a enigmática figura do pai através das lembranças de uma infância ao mesmo tempo cheia de deslumbramentos, libertações e dureza.Em 1948, o autor, ainda menino, vai com sua família para a África, onde o pai era médico. Este reencontro gera um sentimento de estranheza, medo e fascínio.
A narrativa vertiginosa acompanha a juventude do pai, os primeiros anos de casados dos pais na África, os anos 60 e as múltiplas tragédias do continente africano. A edição é ilustrada com fotos do acervo pessoal do escritor, reforçando figuras fundamentais de sua memória afetiva. - A Quarentena: Este é um livro sobre o mar. Um romance de aventuras, uma meditação sobre a natureza, uma fábula sobre a potência do amor. Terminada a leitura, estamos esvaziados, como se tivessem nos submetido a uma misteriosa provação física – privilégio das grandes obras, que nos dão a verdadeira medida de uma experiência literária. A quarentena é o período que um grupo de europeus é obrigado a passar numa ilha, onde estarão entregues a si mesmos, à doença, ao medo, à incompreensão e ao ódio. A ilha, lugar fechado e aberto ao mesmo tempo, figura clássica da utopia política, será para eles a antecipação do inferno. Mas será também o berço da intimidade em êxtase e do delírio amoroso.
- Peixe dourado: Neste romance conta a vida de Laila, raptada aos seis anos de idade e vendida no Marrocos a Lalla Asma, velha judia de origem espanhola. A compradora se torna para ela, ao mesmo tempo, sua dona e sua avó. Quando a avó morre, oito anos depois, Laila pode voltar para casa, mas um par de brincos em forma de meia-lua é tudo o que a liga a seu povo. Não sabe nem o nome que lhe deram ao nascer. No caminho em busca das origens, Laila encontra sempre quem se disponha a ajudá-la, mas por uma razão ou por outra – sexo, dinheiro – ´ajuda´ se torna sufocante. Obrigada a fugir, Laila encontra sempre mais agressões, mais abandono: ´Não havia um lugar tranqüilo no mundo, em nenhum lugar´. A busca a leva à França, aos Estados Unidos e de volta à África, o ponto de partida, onde a vida pode então recomeçar.
Na Livraria Cultura tem mais títulos dele, pra quem não se contenta só com traduções.



O Processo, de Franz Kafka
Guerra e Paz, de Leo Tolstoy

Ulisses, de James Joyce
Édipo Rei, de Sófocles
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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