Indicações de livros de linguística
Eu tenho escrito bastantes coisas sobre linguística aqui no blog. Já falei sobre o que é linguística, sobre preconceito linguístico, variações linguísticas e até sobre tcc em linguística, mas nunca cheguei a fazer uma lista concisa de indicações de livros de linguística para quem pretende estudá-la mais a fundo.
Há uma infinidade de publicações que eu poderia indicar aqui, mas vou priorizar aquelas de mais fácil compreensão, de forma a facilitar o estudo daqueles que estão começando. Além disso, também vou priorizar o trabalho dos linguistas mais destacados, já que suas obras são de comprovada qualidade e confiabilidade.
Introdução aos estudos linguísticos, de Francisco da Silva Borba

Este manual pretende introduzir o leitor numa disciplina específica: a Linguística. Para tanto, começa por apresentar os conceitos e os princípios básicos com que ele opera, para depois passar aos mecanismos de análise com o intuito de demonstrar como funcionam e como se integram os diversos componentes da estrutura linguística.
Introdução à Linguística I: Objetos teóricos, de José Luiz Fiorin

Introdução à Linguística é uma obra pensada e concebida por algumas das personalidades mais importantes da linguística brasileira contemporânea, com a totalidade de seus artigos escritos por professores da Universidade de São Paulo (USP).
O livro traz para os interessados na compreensão da linguagem humana um repertório vastíssimo — porém, sem ser superficial — , que segue desde uma explicação do que é a Linguística, de como se processa a comunicação humana, até chegar a uma apresentação minuciosa de seus cindo principais objetos teóricos criados nos séculos XIX e XX (langue, competência, variação, mudança e uso). Introdução à Linguística é muito mais que um livro, é um verdadeiro curso de linguística em uma das melhores universidades do Brasil. O organizador José Luís Fiorin é professor do Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas em Análise do Discurso e do Texto do país.
Introdução à Linguística II: Princípios de Análise, de José Luiz Fiorin

O objetivo desta obra é introduzir o estudante nos princípios da análise linguística, em seus diferentes níveis e em suas várias perspectivas. Há capítulos dedicado à fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, pragmática e ao discurso, escritos por uma equipe de especialistas sob a coordenação de José Luiz Fiorin. O livro – que dá prosseguimento às discussões presentes em “Introdução à Linguística I – Objetos teóricos”, lançado em 2002 pela Editora Contexto – visa levar o aluno a apreender o espírito da descrição e da explicação dos fatos lingüísticos, com o propósito de conduzí-lo ao universo de uma análise com vocação científica. Mostra que a ciência não é a verdade, mas é uma explicação provisória da realidade, e que o debate, a contradição e o conflito são inerentes ao fazer científico.
Introdução à Linguística Textual: Trajetória e Grandes temas, de Ingedore Grunfeld Villaca Koch

Nesta obra, Ingedore G. V. Koch dedica-se, em primeiro lugar, a traçar a trajetória da Linguística Textual desde sua origem até nossos dias, bem como a assinalar as mudanças de rumo que sofreu durante esse percurso, encaminhando-a para o estágio em que atualmente se encontra. Em um segundo momento, a autora procede a um levantamento dos principais temas que vêm constituindo o centro de interesse dos pesquisadores da área, com o intento de familiarizar os leitores com os tipos de questionamento que hoje caracterizam a Linguística Textual e que permitem, inclusive, fazer projeções quanto ao seu futuro
Preconceito Linguístico: o que é, como se faz, de Marcos Bagno

O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo… Também a gramática não é a língua. A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua – afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito linguístico.
Teoria Linguística, de Maria Tereza Camargo Biderman

Este livro estina-se aos estudantes de letras, assim como aos interessados na linguagem humana e nas línguas naturais. O foco principal da obra é a problemática da palavra nos vários tipos de línguas faladas e escritas no mundo. O livro discute ainda o uso do computador na pesquisa linguística, ferramenta que veio revolucionar o estudo da linguagem humana e sobretudo a produção de dicionários.
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