Geraldo Carneiro – Escritor de mil faces e um livro a mais!
Lira dos Cinquent’anos
Falar de Geraldo Carneiro, é se perder num turbilhão de idéias que o próprio escritor provoca de forma vertiginosa ao impor-se naturalmente � s várias frentes da Literatura, porque vai do poeta, ao roteirista e dramaturgo de cinema e TV, mas a poesia seja talvez a sua principal condução para sua passagem aqui entre os mortais. E a filosofia da vida transborda em cada frase de cada texto seu.
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É do eterno pós – adolescente que venho falar hoje, para que leitores desavisados não deixem de adquirir informações supersônicas intelecto-poetizantes-pós modernas de Geraldinho Carneiro, o poeta maior de sua geração.

E, que bom, um brasileiro cheio de virtudes e lógicas ideológicas de manifestações comportamentais, sensuais e liberais, sem bater com a cabeça na parede dos “caretas” ele desvenda e desfruta o espírito desertor do homem atual, esse que tantas vezes lhe deu preocupação, pois Geraldo Carneiro é mais que uma aparição na Literatura Brasileira, é um escritor merecedor de um lugar onde possa ficar cravado com as gotas de seu sangue poético toda a sua história aqui no planeta atmosférico, que mais agrada ao poeta, um pós-adolescente volto a dizer, de olhos inocentes e coração cheio de reflexões e sabedoria. Tem um lado irônico onde joga suas pilhérias aos quatro ventos, mas na hora da poesia reflexiva, o poeta e homem não medem esforços para acertarem em cheio na estilística:
a dor do mundo dói dentro de mim
ressoam no meu céu todas as dores
a dor de Dante da pátria perdida
o horror supremo de Edgar Allan Poe
o horror da dor, o horror do nevermore
o horror da acrópole, do bar e dos bas- fonds
eu sinto o horror e sei qual é o seu som…
E a supremacia da divina poesia:
Adoro as pequenas burguesas de Tchecov
com suas vidas suspensas
como coaguladas, vagando entre
cristais e coisa nenhuma…
Principalmente
sempre fui bem tratado como um príncipe
e fui me afeiçoando aos privilégios
aos florilégios e � s vilegiaturas
que me couberam neste reino etéreo
e deletério, porque o esquecimento
é tão inevitável quanto a vida
e a morte é toda feita de mistério.
procuro ouvir a sorte nos meus búzios
como o Bilac ouvia suas estrelas,
coisa que nunca ouvi, mas compreendi
mesmo não tendo credo acreditável.
fui construindo assim meu edifício
sobre essa arquitetura de quimeras,
cujo arquiteto talvez fosse cego,
ou gênio, ou simplesmente ausente.
Geraldo Carneiro nasceu em 11 de junho de 1952.
Leitores e Leitoras, Geraldo Carneiro não é apenas um escritor genial nem tão somente um poeta das estrelas pós modernas, este letrista de músicas e roteirista de audiovisual, é autor desse livro que não é de poesias, mas de filosofia em versos… e que versos!
Se estiver precisando de literatura à flor da pele, abra esse livro e não vai se arrepender…


A Ilíada e a Odisséia, de Homero
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Ulisses, de James Joyce
Édipo Rei, de Sófocles
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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