Eu tenho duas professoras velhas
Os fatos ocorrem dentro da faculdade, em duas disciplinas importantíssimas que vou deixar de citar, obviamente, para evitar constrangimentos.
Na primeira delas, entra na sala uma professora exuberante, cheia de vida e vontade para passar todo o conhecimento de seu pomposo currículo para seus pupilos.
Uma aula que dá show em recursos: slides, vídeos, áudios, data show e explicações que simplesmente nos envolvem no fascinante mundo da ling(ops!).
É uma professora velha, que me faz ter vontade de envelhecer logo e saber tanto quanto ela.
Em contrapartida, na outra disciplina, somos enviados à outra sala pois a professora deixou um bilhete na porta, como aviso aos alunos do turno vespertido e esqueceu-se de retirá-lo.
Com sua chegada e desfeita a confusão, ela informa que está com tendinite, glutite, arrebite, #%$ite e terá de ficar sentada a aula toda, pois não consegue ficar em pé.
Então distribui um belo polígrafo para cada aluno — sem levantar-se, evidentemente — e passa a aula toda explicando, de forma repetitiva, monótona e que não acrescenta nada ao que já está escrito.
É uma professora velha, que me faz ter medo de chegar àquela idade com essa minúscula quantidade de energia e sem sequer cativar a atenção de meus alunos com uma aula interessante.
Não pense que eu é que sou o aluno rebelde, que apenas reclama “daquela matéria que não gosto”, isso tudo é fato e é lamentável no ensino de uma universidade.

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