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Escritores brasileiros usando a internet para publicar seus livros

Em tempos nos quais muito se fala na substituição do livro pelo computador, na substituição do professor pelo computador, na substituição de tudo pelo computador, já existem autores brasileiros trabalhando para publicar seus livros nos meios digitais.

Ok. Eu sei que você já sabia disso ou ao menos imaginava. Mas que tal um caso concreto?

Állex, João Filho, Marcus e Adelice, escritores que usam a internet como meio de divulgação das obras

Állex, João Filho, Marcus e Adelice, escritores que usam a internet como meio de divulgação das obras

Os escritores dessa foto são um exemplo da nova onda de “autores digitais”. Eles discutem coisas como o melhor formato para o livro na internet, a dificuldade de ler na tela do computador e, claro, o livro vai desaparecer?

Eles ainda se comunicam com uma autora bahiana, como eles, pela internet. Vanessa Buffone — autora do livro As casas onde eu morei, ganhador do Prêmio Braskem de Cultura e Arte, em 2005,  diz que “A internet é um meio do presente. E ela funciona para literatura. Ela cria este espaço sem limites. Eu, por exemplo, estou sem contato físico com as pessoas com quem eu trabalho, mas não sinto a distância.”

Mas nem todos eles têm a mesma opinião sobre os livros na internet:

Ainda não penso na internet como meio de buscar a divulgação. Utilizo o meu blog para publicar pensamentos, divagações, idéias, observações que faço no dia-a-dia. Sou uma escritora à moda antiga. Gosto do objeto livro, onde os contos estão todos juntos, completam-se. Não quero dissolvê-los. Penso no livro como um espetáculo, um conjunto estético único. O livro me é caro.

Óbvio que você também já ouviu alguém falar como a Adelice Souza, autora de As Camas e os Cães e Caramujos Zumbis.

De acordo com os dados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2008, o número de leitores de livros digitais (4,2 milhões, cerca de 4% dos entrevistados), ainda é menor que a quantidade de livros de tinta e papel: 45 milhões, cerca de 47%, ainda escolhe livros em estantes, e não na web.

É minha gente, o livro vai ficar por aí ainda por muitos e muitos anos. Bom pra nós :-)

Fonte: iBahia.com Escritores usam web para publicação de obras

4 Comentários

1. por Francisco Antonio Rocha Feitosa em
Dez062008, às 14:25pm

sobre esta ideia de desaparecimento do livro, veja minha opiniao em http://www.domodorocha.blogspot.com

O Computador vai substituir o livro?
Desde o grande salto da história da humanidade, onde passamos da tradição oral para a linguagem escrita, nenhuma outra tecnologia da comunicação foi tão importante para a humanidade como a informática. Através dela, informações que antes demoravam a chegar até nós, hoje renova-se a cada instante e o conhecimento longínquo tanto no espaço quanto no tempo são a cada dia, mais acessíveis. O fato é que nem todos ainda hoje têm acesso a essas tecnologias e mesmo a mudança da tradição oral em linguagem escrita – essa primeira tecnologização que deu origem a um novo espaço mental – ainda não está ao acesso de todas as pessoas. E seja por problemas culturais, econômicos ou sociais, é visível que a alfabetização para todos ainda é um marco a ser atingido, particularmente em nossa sociedade.
O gosto pela leitura, seja no livro ou num espaço virtual da tela de um computador, ainda não foi internalizado amplamente em nossa cultura. Se a mudança de um espaço material para um espaço virtual causará efeitos em nossa mente causando uma nova ruptura sobre o uso da linguagem ainda não sabemos. Se os recursos audiovisuais vão melhorar os níveis de intelecção ou diminuir a capacidade de raciocínio, se vão ser uma constante e verdade, nas leituras ou não , ainda não sabemos. O que parece é que por questões de prazer ou necessidade o livro se modificará. Como uma constante em todas as coisas do mundo, sua mudança talvez mude a sua própria concepção atual e nessa poderá surgir um conceito que talvez seja bem diferente do conceito de livro atual.
No espaço do trabalho, em setores das burocracias de estado, como a justiça, deu-se um salto qualitativo na transformação dos processos do meio físico para o meio virtual e imensos volumes de papéis processuais , hoje podem ser apenas pequenas memórias digitais. Principalmente, no nosso direito, oriundo do modelo romano, geralmente cheio de meandros e prolixidades , o computador e seus recursos deram uma melhoria na agilização dos conflitos. Não é de hoje que mudanças como essa começam pelas vias do direito. Alega-se que um dos primeiros escritos não tinha função estética e sim prática como a segurança dos direitos de propriedade. No século XII um processo jurídico requeria, em média, a pele de uma dúzia de ovelhas para ser feito, um século mais tarde a quantidade de pergaminhos são muitas centenas mais. Hoje, devido ao volumes de informações e ao suporte econômico que possui esta vertente do saber, já vemos com freqüência códigos inteiros sendo oferecidos em cd-rom. Fato que é ainda raro para a literatura ,conhecimento muito ligado a estética, ao prazer, e relegado a segundo plano por algumas sociedades, e em geral as mais atrasadas e principalmente por causas financeiras.
Mas a mudança virá, e quando formos passado e história , onde víamos esculturas romanas tardias como o juízo final sendo retratado por um anjo segurando um livro, no lugar dele nossos descendentes verão um anjo que estará consultando um computador com os nomes de quem vai pra o céu ou inferno . O diabo que também antes aparecia na sua veste de letrado, aparecerá não como escrevente, mas como um arrojado operador de micro ,com um “laptop” de internet wireless na mão andando por aí a registrar as nossas falhas. E no futuro, nenhum pecado de última hora deixará de ser registrado por falta de sincronicidade na informação, tudo chegará instantaneamente via e-mail nas pastas dos nossos julgadores celestiais e acusadores infernais.
A interatividade com o leitor, com a narrativa através do computador será muito maior e permitirá ao leitor “entrar dentro do livro “ sair de sua realidade mais facilmente com os recursos de realidade virtual que hoje usam-se em jogos infantis e filmes. E na literatura infantil , onde autores como Monteiro Lobato usavam um pequeno trecho de leitura de transição entre o real e espaço mágico tudo se tornará simplificado e sairemos de nosso “Sitio” para um verdadeiro “reino das águas claras” mergulhando não no espelho d’água de um ribeirão mas no cristal líquido da tela de um computador.
Neste tempo ainda sobreviverá a relação nostálgica do livro com o leitor. Pois geralmente quando um novo costume se sobrepõe a outro, é natural que sobreviva nas pessoas o caráter nostálgico com relação ao ser antigo, numa tentativa de tornar presente algo que está ausente, um reencontro, um desejo idealizado pelo que nem sempre foi quando presente era. Este será talvez o lugar do livro com o passar do tempo, e mesmo as técnicas da informática poderão se valer de recursos que lembrem o comportamento e a atitude de quem lê um livro , como fazer movimentos de folhear página em vez de uma barra de rolagem ou um “link” e ainda usar sons para realçar estes recursos. Todavia nas profissões ligadas as letras sejam literárias, jurídicas etc. Nenhum profissional deixará de ter em seu gabinete como recurso e símbolo de sua erudição uma estante cheia de livros e coleções, mesmo que elas possam ser sintetizadas em minúsculas memórias de computador. Outros também dirão clichês como: livro não pifa, não gasta energia e é muito mais prático.
Assim, retirado o insuperável estado de arte que podem surgir tanto numa vertente quanto na outra e ter maior destaque , todavia refletindo os aspectos do nosso mundo atual, o computador(ou outro suporte digital de nome novo) deverá prevalecer sobre o livro.

2. por Adriana Fukuda em
Ago222009, às 2:21am

Nao e bem um comentario que quero fazer,queria pedir ajuda para escrever minha biografia,garanto ser uma boa historia,se algum escritor se interessar por favor me mande e-mail,moro no Japao a 15 anos,e recentemente fiquei viuva.obrigada a quem se interessar abraco.

3. por eralina vieira silv erio em
Dez302009, às 7:56am

nao é um comentario e mais uma oportunidade, gostaria de samer se tem alguem ,que possa mim enformar como faço para escrever um livro,jasescrever umas quatro ou cinco estoria,com mais de 200paginas e ate com 300, mas como nao sei como desenvover ,pois tenho apenas a sexta serie do encino fudamental e tenho dificudades para mim espreçar e acostumo trocar as letras, as pessoas que ler o que eu escrevo ,acha que sao estorias de verdade,gostaria de enviar alguma desta estoria para quem entenda, e possa mim ajudar

4. por Roque Lopes em
Jan222010, às 23:14pm

Existem ferramentas, como o NewsFlip em http://www.newsflip.com.br, que permite aos escritores a publicação de livro na internet mantendo o formato original. O leitor pode folher a o livro na tela do computador. É uma forma que aproxima o leitor, guardada as devidas proporções, da realidade de ver um livro em papel.

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