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Doris Lessing não gosta de blogs. Me desculpe, vovó!

Há algumas semanas, a ganhadora do Nobel de Literatura Doris Lessing, em seu discurso de aceitação, lembrou daqueles escritores desconhecidos que nunca terão a oportunidade de ganhar um prêmio qualquer e valorizou, acima de tudo, o amor pela leitura, que persiste apesar da miséria e dificuldades.

Ao mesmo tempo, ela criticou duramente as novas tecnologias como a internet, que “desprezam o livro”. Além de tudo, há um trecho onde Lessing ataca diretamente os blogs:

We never thought to ask, “How will our lives, our way of thinking, be changed by the internet, which has seduced a whole generation with its inanities so that even quite reasonable people will confess that, once they are hooked, it is hard to cut free, and they may find a whole day has passed in blogging and blugging etc?”

Preste atenção nas duas últimas palavras. O sentido da primeira é evidente: Lessing lamenta-se pelo fato de que as futilidades da internet tenham seduzido até mesmo as pessoas mais cultas, que admitem passar o dia todo blogando (será que ela se refere a ler blogs, participar de blogs, comentar em blogs, ou tudo isso junto?).

Doris Lessing

A segunda é tão incômoda que até o The Guardian a eliminou de sua transcrição do discurso. Parece que “blugging” é um termo depreciativo inventado por Lessing, que o utiliza para definir a má qualidade dos blogs (que ela generaliza, evidentemente).

A primeira reação de alguém que escreve em um blog é dizer que Doris Lessing é uma senhora, digamos, desinformada, que não parece sequer saber exatamente o que é um blog e que escolheu um argumento fácil: dizer que as pessoas não lêem por causa da televisão e da internet. Se não os tivessem, só poderiam se distrair lendo. Mas esses argumentos são simplesmente uma crítica sem fundamento, na qual nós não podemos cair.

Antes de mais nada, é importante deixar claro que a idade não tem nada a ver com isso. Doris Lessing não gosta da internet simplesmente porque não a conhece. Como mostra esta contemporânea sua, que poderia lhe explicar muitas coisas sobre blogs.

A televisão e a internet não roubam leitores. É uma falácia dizer que as pessoas lêem menos porque há distrações melhores. Lê quem quer, quem tem capacidade, vontade e a quem foram apresentados os livros da maneira certa. Para um leitor de verdade, não há “distrações melhores”, simplesmente há os livros. É verdade que há cerca de 60 anos os livros eram o único entretenimento das massas, mas o que se lia eram folhetins policiais, de assassinato e mistério. Já Édipo Rei, O Jogador, ou qualquer obra de Shakespeare, somente os verdadeiros leitores liam, mesma coisa que acontece hoje. Os livros também têm suas futilidades.

A ganhadora do nobel protesta porque nunca pediram sua opinião sobre as mudanças sociais e tecnológicas e porque o livro, considerado um tesouro em sua África natal, se vê acompanhado de outros meios. Talvez ela não tenha refletido sobre os livros serem tesouros exatamente por sua raridade e custo. Talvez não tenha entendido que a tecnologia é a única coisa que torna possível que uma cultura chegue a todos, em qualquer parte do mundo. Se realmente, e isso não é loucura, um dia houver um computador para cada criança, as futilidades inundarão o mundo, mas também Doris Lessing. Em parte, graças a nós que blogamos e blugueamos.

Texto traduzido e adaptado de Papel en Blanco

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14 Comentários

1. por Anna em
Dez292007, às 17:06pm

André:
Cheguei a esta mesma conclusão hoje. As pessoas não gostam de internet, porque não conhecem, não sabem utilizar. O mesmo acontece com celulares, aparelhos eletrônicos em geral. Pra utilizar é preciso aprender e isto dá trabalho ou a pessoa desistiu disso. Impressionante!
Estou aprendendo agora e todos os dias aprendo uma coisa. A melhor coisa que já me aconteceu. Um desafio, que tenho o prazer de enfrentar.
É isto.

2. por Daisy em
Dez312007, às 14:25pm

Oi,
Em princípio acho lamentável um artista depreciar um veículo de arte e informação como é a blogosfera. Que eu saiba é a mais perfeita forma de intereatividade que proporciona o intercâmbio mundial, é a sinalização da globalização.
Nossa Doris, ao meu ver, teve um ataque de vaidade com melancolia, já que a internet aponta um novo tempo de um novo século, o tal milênio das transformações.
Porém, a ‘nobelista’ é apenas uma opinião de terceira idade, o que por si só já nos faz respeitar sua opinião. Não aceitá-la é obrigação nossa que ainda estamos vivos, em busca de nossos caminhos, à procura da luz das palavras, aprendendo a ler e escrever.
Entretanto, impossível não desprezar um suposto ‘sábio artista’ que despreza o que vem depois dele. Não há como não rir desta incoveniente atitude de uma escritora que só levou o prêmio agora, às portas da morte iminente. Frustração talvez de artista com seu inflado ego que possivelmente sabe que de alguma forma foi ultrapassado pela velocidade meteórica das tecnologias.
Nossa senhora genial precisava se atualizar e absorver que as novas mídias são e serão inevitáveis em todos os segmentos da vida humana, da medicina às artes. A literatura inclusive tem papel importante na blogosfera, onde decobrimos, a cada dia, talentos de escritores humildes e despretensiosos que publicam seus artigos e textos. Existem sites maravilhosos no Brasil, de autores teatrais como Mário Bortoloto, Gerald Thomas, poetas incríveis como o Prof. Gasparetto. E MUITO mais.
Enfim, se somarmos todos os geniais escritores do mundo, de todas as idades e gerações, veremos que Doris (que li e amo) não passará de uma opinião apenas, com rictos de esclerose e antipatia à hipermídia. E provavelmente seu tempo se foi, paralelamente com suas novidades e rebeldias, como foi o caso de Lessing que representou bem a defesa contra o ridículo machismo reinante desde sempre. Mas as feministas, lésbicas e gays, de um modo geral já não se abalam com tanta veemência com esses patéticos e necessários preconceitos e ímpetos de exclusão.
E o que dizer de tamanho preconceito cometido por esta senhora contra a jovem internet?
Creio que vivenciamos o que eu taxaria de vergonha na literatura, esta declaração mumificada de um ser humano que prova mais uma vez que a nossa evolução sempre encontrou atropelos e resistências, criando interrupções em questões de suma importância para o aprendizado antropológico do povo humano.
Mas não há que se abalar com tão ínfima opinião, pois os blogs estão aí, em todo mundo e as expressões de arte, cultura e tecnologia são irrefreáveis.
A internet está nascendo. Doris Lessing morrendo, levando com ela seu rancor e pouca sabedoria. Uma pena.
Parabéns, André. EXCELENTE artigo. reflexão muito interessante com relação a estas questões de arte, gerações e evolução.
Talvez um dia os livros impressos passem mesmo para segundo plano e tenhamos que ler romances, contos e informações científicas por aqui. Afinal de contas, tudo está passando rápido demais. Como o tempo para Lessing, caso contrário, não haveria tanto dissabor em seu coração ao vislumbrar um disco voador. Ops! OVNIS? Ah, a ‘tal da blogosfera’ :P

Valeu, belo artigo!

Feliz Ano Novo a todos! :)

3. por JLM em
Jan012008, às 10:10am

Nada mais natural um pensamento vindo de alguém que basicamente escreveu livros auto-biográficos ou sobre alienígenas. Seria interessante um psicólogo analisar a correlação desses dois temas na vida dela, será que ela se considera um ser (espacial) diferente dos outros ao seu redor? Talvez isso explique um pouco mais as palavras dela citadas no post como sendo de uma pessoa com a cabeça no mundo da lua (desculpem o trocadilho inevitável que estava pulando aqui em cima do meu teclado) ou simplesmente porque os 2 olhos dela olham em uma direção diferente dos nossos.

Agora, o argumento do André e da Anna é perigoso. Não gostar porque não conhece é uma falácia. Imagina se alguém disser que você só não gosta de homossexualismo, de canibalismo, de pedofilia, de drogas, enfim, de qualquer coisa, só porque não conhece? Eu mesmo já ouvi várias pessoas afirmarem isso em relação à alguns dos exemplos que citei. Eu, particularmente, acredito que como seres humanos temos gostos diferentes, e aceitar e respeitar o gosto do outro, seja o dos blogueiros ou o da Doris, mesmo que não o entendendo (ou conhecendo) 100% o motivo daquele gosto seria o ideal. Lembrando que ideal não é sinônimo de impossível.

Se alguém me acusasse de não gostar de algo que critiquei só porque não o conheço, lhe diria que escolhi livremente não conhecer tal coisa. Não precisamos nos queimar para saber sobre o fogo. Eu até afirmaria que o rol de coisas que opinamos que nos cercam e não conhecemos é de 99%. Ok, tá certo que meus argumentos contra o que desconheço não são tão embasados quanto os de alguém que conhece, mas já vi muitos com capacidade de observação tamanha – diria até antropológica – que conseguem retirar grandes verdades que aqueles que estão absortos dentro daquela prática não conseguem vislumbrar. É o tal do palpite do sapo, aquele que não está participando no jogo de xadrez e vê a melhor jogada ignorada pelo jogador.

Por isso, mais importante do que atacar as opiniões contrárias às nossas é tentar entender o porquê delas e na eterna brincadeira da tese versus antítese buscar um conceito superior que surja das diferenças. Pois só evoluímos por sermos diferentes. Quanto mais diferenças, mais opções, mais debates, mais estradas para se chegar ao mesmo lugar, sendo que umas serão mais rápidas, outras mais lentas.

1 abraço e feliz 2008.

4. por Daisy em
Jan022008, às 6:56am

A Anna declarar sua boa vontade em lidar com as rápidas mudanças creio ter sido um bom argumento, inclusive tenho uma grande colega de faculdade, a Ana Soledade, que beira seus setenta anos e é a mais atenta pesquisadora dentre nós e vive nos enviando informações de última hora que muito contribui para a formação da turma. Ela é uma sumidade, professora acadêmica e tem como amigos alguns famosos escritores brasileiros, outros estrangeiros.
Neste aspecto entra o que você JLM disse aí com relação às diferenças de opinião. Posso garantir que esta minha colega é brilhante e simplesmente o oposto de Doris Lessing.
Mas quando a análise é levada para a analogia antropológica, acho que você só exagerou em colocar no mesmo patamar a pedofilia, o canibalismo, o homossexualismo e a as drogas. Os dois primeiros eu também creio que não seja necessário praticar e nem associar-se porque sabemos em todo mundo que são práticas doentias que fogem à naturalidade da cadeia comportamental humana.
Porém o homossexualismo e as drogas estão inclusive ligados a vários segmentos da sociedade ocidental, tais como a música e mesmo a literatura. Não podemos, isto seria perigoso, classificá-los como ‘aberrações’, embora na questão das drogas, sim, seria um caso de doença, pois que trata-se na maioria das vezes de dependência química ou psicológica.
Quando você diz que houve ‘ataque’ às opiniões contrárias, insisto em dizer que em se tratando de tecnologia e internet, não é questão de opinião mas de constatação, evolução. Ou dá ou desce.
Claro que ninguém precisa usar drogas ou praticar o homossexualismo, penso até que ninguém o faz por escolha ou prazer, mas por circunstâncias da vida já que nascemos aprendendo que ser gay ou fumar maconha é ‘proibido’. Em minhas onbservações inclusive – mesmo em minha família há casos – eu noto que o que você disse sobre observar de fora às vezes de fato mostra verdades e imagens que o envolvido não se dá conta. Bingo!
Quem sabe Doris Lessing tenha feito contato com OVNIS realmente?
Neste caso ela estaria cheia de propriedade em menosprezar a blogosfera em virtude de nossas (acho) deficiências tecnológicas diante de um novo mundo.
Nosso teletransporte é uma merda (rs) e na blogosfera, infelizmente nem todos são como você ou André Gazola, e mesmo na Europa ou EUA, segundo pesquisa (Ana Soledade), há falhas e desvios de conduta por muitos que usam o meio eletrônico. Como a exploração da pedofilia, lamentavelmente.
Desta ótica, Lessing estaria mesmo coberta de razão.
mas, como disse bem aí, ou ela vive mesmo no mundo da lua… ou retém segredinhos extra-terrestres, no que eu acredito, já que também sou meio aberta ao infinito de informações.

Abraços!

5. por André Gazola em
Jan022008, às 12:37pm

Ok, tudo bem. Não gostar porque não conhece pode soar estranho.

Concordo com a Daisy quando diz que o Jefferson exagerou um pouco ao colocar tantas coisas no mesmo patamar.

Mas, levando para a literatura, será “certo” dizer que não se gosta de um livro que não conhecemos? Eu sempre vi isso como crítica infundada. “Eu não gosto! Nunca li, mas não gosto.”

Na minha opinião — e repito o argumento usado no texto — Doris não percebeu o quanto a internet é benéfica para a sociedade na qual ela está (ou ao menos deveria estar) inserida: a difusão de diferentes culturas para o mundo todo, a qualquer tempo, a qualquer pessoa.

Abraços

6. por Anna em
Jan022008, às 16:54pm

O assunto está quente aqui. Então tá, vamos dizer então que foi uma declaração infeliz. E o que dizer então de Ziraldo? Na minha humilde opinião, penso que as pessoas devem ter um nínimo de bom senso com as afirmações. Foi o que fiz. Perguntei a várias pessoas como lidavam com o celular e a internet. E pude perceber o desinteresse…

7. por JLM em
Jan022008, às 17:22pm

André, mas quem julga o que é benéfico? Tirando as virtudes (essas acima do nosso julgamento), todo o resto não é uma questão de gosto? Vc, eu e os demais blogueiros dizemos que a internet é benéfica, a Dóris diz que não é. Puro gosto pessoal. E se daqui a 20 anos ficar provado que internet faz mal à saúde (olha a DORT, egocentrismo, tráfico, etc), quem vai dizer para nós “Eu avisei, não avisei?”. A danada da Dóris, mesmo que já tenha ido dessa pra melhor. E se daqui a 20 anos ela estiver errada, nós não poderemos jogar na cara de ninguém que acertamos.

O que ocorre é que a maioria sente-se ofendido quando alguém critica uma coisa que ele gosta. Eu, eterno estudante de Direito, já fui assim, mas aprendi a tentar entender a opinião alheia, mesmo que pareça tolice na hora. Como diz Lichtenberg: “O sábio procura a sabedoria, o tolo encontrou-a.”

A lista que fiz foi de coisas que EU não gosto e não faço questão de conhecer, embora conheça os argumentos dos que gostam. Desculpe se ofendeu algum homossexual, canibal, pedófilo ou drogado, a intenção não foi essa. Sou da opinião que cada um é dono do seu nariz, para o bem ou para o mal. O meu vai bem, obrigado.

Se aumentarmos a questão de não gostar de um livro sem conhecê-lo um grau mais acima: Pense naqueles que não gostam não só de um determinado livro, mas da literatura toda em geral, não gostam de ler nem de ouvir falar de quem lê. Nós sabemos o que estes estão perdendo, mas é uma opção deles. Se possuímos a liberdade de fazer nossas próprias escolhas, sejam boas ou más, cabe a cada um de nós levar a vida melhor ou pior conforme os caminhos que tomamos. Eu não me culpo pelos erros dos outros, apesar de ser consciente de que influencio os à minha volta.

E se te dissessem que a Dóris percebeu o papel da internet? Vc formulou o seu raciocínio sobre ela lendo apenas poucas palavras do que ela disse. E se ela foi interpretada errôneamente? E se ela já teve um blog com um pseudônimo e não obteve sucesso? Justificaria a crítica dela? Como eu vivo dizendo, toda moeda tem 3 lados, se olharmos somente 1, nunca entenderemos o que é 3D.

1 abraço sincero.

8. por JLM em
Jan032008, às 8:37am

Ou ela tenha simplesmente lido esse livro.

9. por André Gazola em
Jan032008, às 12:03pm

É Jefferson, eu concordo contigo quando diz que é uma questão de gosto. Só que aí já caímos numa questão mais filosófica do que prática.

Ok, cada um tem sua opinião, mas o que é bom, é bom hoje, pode não ser amanhã, só que hoje foi bom e serviu pra algo bom. Isso, ao meu ver, é irrevogável.

Agora que você falou desse livro, percebi que estamos considerando um conceito de cultura diferente. Como você falou de antropologia, pensei que estivesse utilizando o conceito antropológico de cultura, que diz que é “Toda e qualquer modificação humana sobre o dado natural”, a partir desse conceito, o livro não faz o menor sentido. Mas usando o conceito do senso comum de que “cultura é sinônimo de erudição, educação formal e um alto grau de aprendizagem”, então realmente a internet só serve pra estragar tudo.

10. por Daisy em
Jan032008, às 20:29pm

Óticas filosóficas na internet até procedem desde que localizem o homem e seus complexos – de gandeza, de sábio, de dono da verdade e até mesmo fazer uso de citações onde nós normalmente nos apoiamos por insegurança. Normal.
Continuo com Anna e André.
E JLM, não me ofendeu pois os casos de homossexualismos e drogas jamais me foram pessoais. Neste caso sou totalmente globalizada e humanista, já que não há homossexuais em minha família, nem casos de drogas ´pesadas e se houvesse eu ainda veria o mundo com meus olhos globalizados.
Jamais Lessing estárá certa EM MINHA OPINIÃO pois a globalização via tecnologia, além de ser algo que foi previsto (até na Bíblia) me parece um passo longo em busca de Conhecimento Genuíno.
Não sou a favor de retrógrados, preconceituosos no sentido de pré-conceber verdades absolutas pois que estas não existirão JAMAIS.

E hossexualismos e drogas são práticas que pertencem ao homem. Nada é caso isolado.
E de mais a mais: e se Deus existir e for gay ou hermafrodita ou assexuado?
Enquanto não tivermos ( talvez jamais teremos) estas respostas, me parecerá sempre perigoso e até presunçoso falar de tais práticas sem poder assumir postura imparcial.

Mas o debate está de bom nível.

Até…

11. por Daisy em
Jan032008, às 20:42pm

E o autor do livro citado pelo JLM não fala nada que já não saibamos pois também fazem parte da humanidade o BEM e o MAL.

Foi e é assim com a televisão e mesmo com a literatura. Ou alguém se esqueceu dos manifestos nazistas e dos livros proibidos nas Ditaduras Militares?

Tem sempre gente querendo aparecer. Escritores ávidos por best sellers.

No entanto aprecio teu poder de argumentação, vc é desses que esquentam um debate e não deixam um assunto fechar-se em si.

[]

12. por Thássius V. em
Jan172008, às 12:03pm

Belíssimo texto. As mídias (se é que podemos tratá-las assim) não são excludentes. Uma pessoa pode ler livros, assistir à TV e escrever em blogs e ter o mesmo ganho cultural com todas essas atividades.

Pelo que entendi, a Nobel só tenta “defender o dela”. E a forma mais fácil de fazê-lo é criticando os outros meios, com argumentos pouco criativos e já rebatidos inúmeras vezes.

Alguém poderia explicar a essa senhora sobre o projeto “One Laptop Per Child”, ou que as crianças têm ganho no desempenho escolar quando estão em contato com equipamentos de informática e quando são bem orientados.

No entanto, não podemos descartar totalmente a opinião de uma Nobel. Precisamos analisá-la ao máximo para tirar nossas conclusões.

13. por Vânia em
Jan152009, às 13:10pm

Hello!!!!…Alguem aí já leu Doris Lessing?!… Pouparia um bocado dessa pseudo erucição…É exatamente isso o que ela teme:”… and they may find a whole day has passed in blogging and blugging etc?”… Uma discussão sem profundidade. Que talvez chegue ou não, a algum lugar. Afinal, podemos ou não escolher a evolução que seja menos danosa ao ser humano?

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