Diário de um professor estagiário – Introdução
Os textos andam meio escassos por aqui no blog pelo motivo de que ando mergulhado no meu Estágio de LÃngua Portuguesa e Literatura.
Minhas aulas começam terça-feira, dia 6 de outubro, e terminarão só em novembro. Tenho uma turma de sétima série do Ensino Fundamental de uma escola pública.
São 23 alunos, entre os quais estão repetentes, alunos do curso normal, gente que chegou de escola particular neste ano, gente pobre e gente não tão pobre. Uma turma EXTREMAMENTE heterogênea e, como era de se esperar, bastante agitada.
Além disso, a fala da professora titular não foi das mais incentivadoras: “As sétimas estão fracas esse ano. “, “Das três sétimas, essa é a mais fraca” e “Eles não se comportam, acho difÃcil tentar algo novo nessa turma.”
Meu objetivo é ministrar 20 perÃodos de aula, que dividem-se, basicamente, assim:
- 4 h/a para usos da lÃngua a partir de gêneros textuais;
- 4 ou 5 h/a para leitura e interpretação de gêneros textuais;
- 1 h/a para produção textual;
- 1 h/a para reescrita da produção textual;
- 1 h/a para leitura dos textos produzidos;
- 8 ou 9 h/a para literatura.
Como minha universidade é quase que totalmente freiriana, nosso planejamento é baseado na ideia de tema gerador, proposta por Paulo Freire. Assim, cada estagiário deve escolher um tema e trabalhar em torno dele, em forma de textos, imagens, músicas ou quaisquer outros recursos possÃveis.
Meu tema é Tecnologia: seu brilho e suas amarras.
Muito bem, pra que tudo isso? Para avisar que vou escrever aqui um diário das experiências que um estagiário de LÃngua Portuguesa e Literatura terá ao longo desse perÃodo, que é o terror dos alunos de licenciatura.
Minhas aulas serão todas terças e quintas, portanto nas quartas e nas sextas um novo texto será publicado. Acredito que será uma boa amostra para os leitores que fazem licenciatura e já pensam em seu estágio, ou mesmo para aqueles que pretendem ingressar na carreira de professor.



O Processo, de Franz Kafka
Guerra e Paz, de Leo Tolstoy

Crime e Castigo, de Dostoiévski
Édipo Rei, de Sófocles
Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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