Diário de um professor estagiário – A primeira aula
A primeira aula de um estágio é provavelmente a mais problemática de todas. Qual será minha postura? Vou ser legal? Vou ser carrancudo? Um pouco dos dois? Como os alunos vão se comportar? O que vão achar de mim? Como vou manter a atenção deles?
Essas são questões que atormentam todo estagiário.
Saà da primeira aula um pouco rouco. A turma é extremamente agitada e exigiu que eu levantasse a voz por várias vezes para ser ouvido. Apesar disso, consegui desenvolver todas as atividades que tinha em mente e tive uma resposta muito boa por parte dos alunos, que participaram bastante com suas respostas, fizeram os exercÃcios propostos e ainda elogiaram a aula.
O roteiro foi basicamente o seguinte:
- Apresentação do professor e dos alunos, e alguns acordos referentes à estrutura das aulas, avaliação e ao estágio como um todo.
- Exposição de imagens, via retroprojetor, que se relacionam ao tema gerador, que é a tecnologia.
- Reflexão e discussão sobre as imagens.
- Leitura do artigo de opinião Tecnologia em BenefÃcio da Sociedade, de Marcelo Spaziani.
- Discussão sobre o texto.
- Introdução sobre as relações frasais de adição e adversidade, entremeada de exercÃcios. (Uma metodologia que aborda diretamente o uso das conhecidas Orações Coordenadas aditivas e adversativas).
A maior dificuldade, sem dúvida, foi a conversa. Talvez tenha sido o resultado de eu ter assumido uma postura um pouco mais liberal (mas não permissiva), com o objetivo de demonstrar como as aulas seriam diferentes daquelas as quais eles estão acostumados.
Para a próxima aula, quinta-feira, acho que vou ser um pouco mais rÃgido para não deixar que a coisa perca o controle e eu tenha que passar o resto das aulas gritando. Além disso, tenho que tomar cuidado para organizar um pouco mais minha fala de modo a não deixar ninguém perdido (principalmente os meninos, que possuem um pensamento mais linear).
Por fim, em uma autoavaliação, de 0 a 10, considero 8 uma nota justa.



O Processo, de Franz Kafka
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Ulisses, de James Joyce
Édipo Rei, de Sófocles
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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