3 técnicas para criar um ambiente de aprendizagem saudável

Técnicas para Criar um ambiente de aprendizagem saudável

Nós, professores, precisamos lidar com diversos desafios diariamente, desde garantir que as atividades em sala de aula sejam adequadas às necessidades dos estudantes, até adaptar nossos planos de aula de modo a acomodar a extremamente mutável agenda escolar.

Todos os dias parece que passamos por uma grande aventura, sendo necessário, por isso, que aprendamos a ser multi-tarefas em qualquer momento de nossa rotina. O problema é que, nessa correria do dia-a-dia, torna-se muito fácil esquecer de considerar a perspectiva dos alunos, o que pode tornar o ambiente de sala de aula nada agradável, diminuindo as possibilidades de aprendizagem.

Esse artigo, pensando exatamente em como criar e manter um ambiente de aprendizagem saudável, abordará três técnicas que todo professor pode colocar em prática a partir de agora para que seus alunos sintam-se mais motivados e engajados com sua proposta de ensino.

Desenvolva bons Relacionamentos com os alunos

Professores que se esforçam em conhecer seus alunos logo percebem que eles passam a ter uma nova visão de sua disciplina e um interesse muito maior por suas aulas. A relação entre professor e aluno é tão importante que interfere diretamente em todos os outros aspectos da aula: os alunos aprendem mais, os problemas com indisciplina tornam-se raros e até mesmo o respeito entre eles aumenta (em casos nos quais essa não era a regra geral).

Tendo isso em mente, é papel do professor esforçar-se o quanto for possível para aprender a respeito de cada um de seus alunos, incorporando esse aprendizado no sentido de ajudar a ilustrar os conteúdos.

Isso criará uma forte conexão entre o jovem e sua matéria, sendo mais provável que ele preste atenção e participe ativamente de sua aula.

Boa relação entre aluna e professora

Os benefícios do bom relacionamento entre professor e aluno são duradouros. Por isso, é preciso que encontremos o que cada um tem de melhor, sem nos apegarmos àquela primeira impressão de aluno indisciplinado com a qual frequentemente nos deparamos.

O elogio, por exemplo, é uma maneira eficaz de encorajá-lo a manter um determinado comportamento — como participação ativa, trabalho silencioso com sua dupla e o uso de bons exemplos com objetivo de aprimorar uma discussão de aula.

Até mesmo um simples sorriso de aprovação pode fazer milagres em relação à confiança e atitude de um estudante — todos nós gostamos de ser reconhecidos por nossos esforços.

Quando um aluno sente que está se saindo bem, vai se esforçar para continuar assim. Encorajá-lo desde o início é uma ótima forma de criar um bom relacionamento que durará o ano inteiro — e talvez uma vida inteira.

Exiba os trabalhos dos alunos

Muitos professores esforçam-se em melhorar suas salas de aula com murais, cartazes e listas de eventos interessantes no início do ano letivo.

No entanto, muitos esquecem-se de reservar uma área para expor os trabalhos dos próprios alunos — um mural rico e estimulante que seja atualizado pelo menos uma vez por mês com novos exemplos de projetos, artigos ou pesquisas feitas por estudantes que exemplifiquem as qualidades que o professor espera para aquele tipo de trabalho.

Essa área, por estar em constante mudança, não será esquecida pelos alunos, sendo alvo de seu interesse constante, se elaborada da forma correta.

Um lugar especial para mostrar os trabalhos dos alunos em sala de aula

Simplesmente exibir os trabalhos, contudo, não é suficiente.

É preciso encorajar os estudantes a visitarem aquela área da sala e estudar os exemplos ali expostos. Por essa razão, esse material deve ser fixado com alfinetes ou tachinhas, nunca com grampeador, para que seja fácil de remover.

Dessa forma, quem tiver interesse em uma leitura mais aprofundada, pode levar o trabalho para sua mesa e depois recolocá-lo no lugar.

Outra técnica possível é formar pequenos grupos que vão analisar cada produção, percebendo como ela atende os critérios exigidos pelo professor, buscando aspectos que eles mesmos possam usar em trabalhos futuros.

Aponte os erros, mas saliente os acertos

É fácil para professores focarem-se em ajudar seus alunos a melhorar seus pontos fracos.

No entanto, isso pode tornar-se um problema, caso seja dado foco muito grande às fraquezas de um aluno, pois ele pode acabar esquecendo de seus pontos fortes, aquilo que ele faz bem.

Ao avaliar um estudante, precisamos primeiramente identificar aquilo que foi bem feito — desde um passo a passo correto até uma interpretação criativa para determinado problema. A partir dessa perspectiva é que devemos dar sugestões para melhorias.

Por exemplo, muitos professores de português têm o hábito de fazer correções em vermelho conforme vão lendo o texto de um aluno. Esse tipo de atitude costuma gerar uma avaliação em que o estudante vê apenas uma série de correções gramaticais que irão levá-lo a acreditar que não sabe escrever e que português realmente é muito difícil.

Como apontar os erros dos alunos

Para prevenir tal situação, é preciso também apontar quando o aluno foi capaz de escrever, por exemplo, descrições ricas e detalhadas, ou argumentos fortes e coerentes, ou reflexões interessantes sobre determinado tópico — dessa forma o aluno terá uma perspectiva mais balanceada sobre suas habilidades.

Em resumo, professores podem ajudar seus alunos a entender melhor seus pontos fortes e fracos através de um feedback balanceado e bem planejado.

Conclusão

Criar um ambiente de aprendizagem saudável, portanto, é fundamental para qualquer proposta de ensino em qualquer disciplina. Uma sala de aula motivadora, que estimula e afirma as habilidades dos alunos, permitirá que seus pontos fracos sejam melhorados e que o conteúdo seja melhor absorvido.

Para alcançar esse objetivo, professores precisam criar bons relacionamentos com seus alunos através de constante interação, exposição de trabalhos exemplares e avaliações justas, que mostrem tanto aquilo que foi bem feito quanto o que precisa ser melhorado.

Aprender deve ser uma atividade prazerosa. Nós, professores, precisamos trabalhar tendo isso em mente.

André Augusto Gazola é formado em Letras, professor de Literatura e História da Arte, pós-graduado em Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura e fundador do blog Lendo.org.

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