Como tratar um leitor: os 10 erros que o blogueiro não deve cometer
Acertando os ponteiros – blogs e leitores
Como em toda forma de interatividade, neste caso o que escreve e o que lê (em blogs), acho importante praticarmos a democracia e o respeito ao leitor e ao escritores de blogs. Falo da perspectiva dos dois lados. Sei que de ambas as partes há coisas para serem ditas, reivindicadas, protestadas e requeridas… e até melhoradas.
Começaremos pelo “criador da criatura”, ou seja, o blogueiro. E é necessário que se inicie esta saudável discussão, convidando leitores e donos de blog a opinarem a respeito do assunto.
Outro dia li um artigo muito interessante do querido amigo Alessandro Martins a respeito do amor do dono de blog ao ver seu projeto erguido e transformado em “castelo”, admirá-lo, e ele, o Ale, chegou mesmo, num momento de fúria poética, comparar a obra de um blog com a odisséia de Robinson Crusoé. Exagero? Claro que não, já que isto só vem demonstrar a auto-estima de quem, com carinho e dedicação, constrói dia-a-dia seu espaço sagrado onde escreve e informa, ao mesmo tempo em que interage com seus leitores e súditos, em seu tão amado blog!
Quem escreve este artigo, confessa que não esperava tanta qualidade neste tipo de comunicação, já que por diversas vezes tive que me deparar com incovenientes internautas, desses seres humanos que, mesmo antes do surgimento da internet, já avacalhavam vida a fora, portanto, está fora de cogitação considerar este “leitor”, embora não signifique que ele não venha se transformar em um educado usuário do meio.
Não há blogs “caretas”, mais ou menos criativos ou inteligentes. Não posso citar outros nomes porque simplesmente estou começando a conhecê-los. Mas gosto do bravus.net pela determinação e versatilidade; da Maga, sensÃvel menina em que a poesia aflora; da PatrÃcia, do Alessandro Martins, e muitos outros que com certeza haverei de estreitar amizade.
Mas, voltando ao assunto do post, (já que dez é um número cabalÃstico desde Moisés)
Eis aà os dez erros, que em minha opinião, um blogueiro atento não pode cometer:
- Ignorar deliberadamente leitor que ainda não conhece;
- Se preocupar com a origem do leitor, de que parte do Brasil ou mundo ele está escrevendo;
- Não ser simpático e atencioso com quem está timidamente tentando dar uma opinião, ainda que distorcida do assunto do post. Leitor é leitor e sempre tem algo a dizer;
- Deixar de responder a um e-mail que o leitor enviou com o maior carinho ou deixar seu comentário sem resposta – é bom que ao menos um seja respondido. Isso dá auto-estima e é prova de que o leitor é bem vindo e respeitado;
- Insinuar vaidosamente que fala e escreve em várias lÃnguas, se esquecendo que está vivendo uma realidae de Brasil, queira ou não queira, e que o leitor, de repente, tem baixa escolaridade, o que não significa necessariamente que não seja inteligente;
- Postar assuntos que possam gerar polêmicas que na verdade não levarão a nenhum lugar. Assuntos, sejam eles de qualquer natureza, devem buscar abrir a mente dos leitores e dos blogueiros – há sempre algo a aprender. Ninguém sabe tudo;
- Transformar um blog em um clubinho fechado só para blogueiros – quem sabe alguém interessante entra, se sente um penetra e sai? Lá se vai um leitor;
- Não falar com mais assiduidade sobre problemas que nem são brasileiros, mas de interesse mundial, como Amazônia, analfabetismo no Brasil, crimes na internet, etc. – ignorar certas questões pode parecer obtuso, pega mal;
- Sentir-se auto-suficiente e não interagir com os leitores, quem sabe seu comentário poderá virar assunto para o próximo post – isto o agradaria em cheio;
- E finalmente, querido blogueiro, deixar blogs desatualizados, é muita gafe, o leitor desavisado publica seu comentário e só depois descobre que ninguém provavelmente o lerá.
O espaço está, portanto, à disposição para opiniões, sugestões e crÃticas, tanto dos caros leitores como dos amigos blogueiros.


O Processo, de Franz Kafka
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Ulisses, de James Joyce
Édipo Rei, de Sófocles
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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