10.000 coisas que um estudante de letras precisa (ou deveria) fazer
Como um bom aluno de letras hiperativo, ao aproximar-se o final do semestre, começo a fazer e pensar em milhares de coisas novas e esplêndidas que precisam — ou ao menos deveriam — ser feitas.
Vamos tentar listá-las?
- Uma apresentação super legal sobre a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin;
- Um seminário pra lá de bacana sobre a organização escolar, baseado num texto da minha própria professora;
- Uma adaptação teatral da Farsa de Inês Pereira, que leva duas floridas semanas para fazer e que vale enormes 10% do semestre;
- Um conto fantástico fantástico, que eu escrevo como um problema de lógica e minhas professoras não entendem nada. Vem a tal história dos indícios, que estão lá o tempo todo (sor)rindo (pra) (d)elas;
- Outro seminário, agora sobre a Tecnologia e as mudanças culturais. Antropologia: tudo é cultural; Rio de Janeiro é cultural, Caetano Veloso é cultural. E lindo também;
- Vocês também estão vendo esse monte de Sujeitos, Predicados, Objetos Diretos preposicionados, Agentes de passiva, Predicativos do Objeto Direto e Adjunto Adverbiais pulando na tela ou é impressão minha?
- O papel da mulher, o papel da mulher, o papel da mulher, o papel da mulher. Antônio Cândido. O papel da mulher, o papel da mulher, o papel da mulher. Eça de Queiróz. O papel da mulher, o papel da mulher, o papel da mulher. Almeida Garret. O papel da mulher, a mulher do papel, o papel, a mulher, e a Barca do Inferno;
- Um livro! Sim, seria ótimo escrever um livro, não seria!? Contos! Todos adoramos contos; um livro de contos. Como se escreve um conto? Criar personagens, trama, tensão, teoria, teoria, eu preciso aprender isso também e mais isso. Ah, quem precisa de um livro?
- Introduction to Fiction, grátis. Tá bem. Jane Austen vai ter que esperar;
- Estudar francês, learn french e étude français;
- Olhem! Não são um Aposto e um Anacoluto ali? Nossa! Estão de mãos dadas?
- Mestrado? Doutorado? O que é isso?

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