Campanha: Eu sei Escrever
Está em voga pela internet, e já pela mÃdia em massa, a campanha Eu sei Escrever. O movimento preza pelo bom uso do português na internet e busca, de forma um tanto pretensiosa, extinguir o uso do “Internetês”.
Ora, nem é preciso dizer que eu sou a favor. O português padrão deve ser preservado e a lÃngua culta é uma caracterÃstica marcante de qualquer idioma, mesmo sendo falada somente em determinadas ocasiões (e isso não é, de forma alguma, errado).
Cabe somente uma ressalva, de modo a interpretar o “Internetês” como um fenômeno lingüÃstico. Claro, expressões como “Naum xei“, “Possu kerer” ou “meux miguxos” são extremamente exageradas, mas não deixam de ser uma variação não-padrão da lÃngua e arrisco até a dizer que esse tipo de linguagem será sim incorporada aos dialetos regionais com o passar do tempo.
O importante é frisar que, apesar de sua forma nada agradável, é concebÃvel que a linguagem falada incorpore esses termos, afinal a lÃngua é extremamente mutável e está sujeita a diversos tipos de fatores. No entanto, nunca deve-se admitir, na escrita, esse tipo de desvio (leia-se: erro).
Parabéns pela iniciativa e contem comigo para a divulgação!



O Processo, de Franz Kafka
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Crime e Castigo, de Dostoiévski
Hamlet, de William Shakespeare
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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André