Café, chocolate e depressão
O fato é que estou deprimido.
Depressão a gente cura com chocolate. Tem gente que sai por aà se drogando.
O porquê, é a pergunta? Porque para o mundo aqui fora, há um pequeno gênio. Inteligente, responsável, educado, estudioso, querido, que pensa no amanhã e economiza dinheiro. Um futuro brilhante, já ouviu. Até invejado, talvez.
Entra em casa e é aquele cabeludo que pinta as unhas de preto, que não acredita em Deus — deve ser o demônio — que gasta horrores com estudo e, absurdo, com livros. Por isso tudo, sai por aà bebendo com os cabeludos iguais a ele e fazendo besteiras e sendo irresponsável durante todo o fim de semana.
Sai pela porta da frente e volta a ser a mente brilhante, que ama literatura, que deveria participar de mais discussões, com suas opiniões sensatas. Que ama os amigos, que tem longas conversas, que bebe café e é apreciado — talvez amado — por muitos.
Em casa, pergunta onde está, afinal, esse deus que sequer é capaz de ensinar a julgar as pessoas pelo que elas são e não seguir os malditos estereótipos.
Malditos.
Aliás, preciso de mais uma barra e mais uma xÃcara.



A Ilíada e a Odisséia, de Homero
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Ulisses, de James Joyce
Hamlet, de William Shakespeare
Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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André