Bola de Sebo – Guy de Maupassant
Henry René Albert Guy de Maupassant, nasceu em 5 de agosto de 1850, em Tourville-sur-Arques, Seine-Maritime. Vivendo toda a sua infância em Stretat e em Verguiés habituou-se a uma vida ao ar livre que lhe influenciou decisivamente o modo de pensar. Estudou no liceu de Ruão e colaborou, durante oito anos, nos Ministérios da Marinha e da Instrução Pública.
Iniciado e enconrajado nas letras por Gustave Flaubert, seu primo por parte de mãe, teve uma vida que apesar de relativamente curta, foi muito produtiva, escrevendo além de alguns romances e novelas, cerca de 250 contos. De todas estas obras, produzidas em sua maior parte da década de 80, destacam-se seis: Boule de suif (1880), La Masion Tellier (1881), Une Vie (1883), Bell-Ami (1885), Pierre et Jean (1888) e Lê Horla.

Esta carreira intensa e fértil, durante a qual recusou o convite para integrar a Academia das Ciências, assim como receber a Legião de Honra, só vem terminar com a doença: perturbações nervosas que já o afetavam desde 1890.
Tenta o suicÃdio em janeiro de 1892 e, como conseqüência, é internado num hospÃcio, onde acaba por falecer no ano seguinte já muito próximo da loucura.
Bola de Sebo
A história de Bola de Sebo se passa na França, no perÃodo final da guerra contra a Alemanha. O paÃs estava sendo invadido pelos prussianos.
Na cidade de Ruão, um grupo de habitantes resolve partir para o porto de Havre, para fins comerciais.
Entre os viajantes havia pessoas da nobreza e outros menos favorecidos, entre eles uma gorda prostituta, apelidada, adivinhem? Bola de Sebo.
Com o passar das horas, todos sentiam fome, mas apenas Bola de Sebo havia levado comida. Gentil, ela compartilha com os outros que, desta forma, deixaram de lado o preconceito inicial.
No caminho para Havre, fizeram uma parada em Tótes, para descanso. Porém, foram impedidos de sair por um oficial alemão, que impôs a condição de dormir com Bola de Sebo, para que fossem liberados. No inÃcio ela recusa, afinal aquele é um homem que faz parte do povo que invadiu sua pátria e aquilo seria antiético para sua profissão, mas com a insistência de seus companheiros, ela acaba cedendo.
Assim puderam seguir viagem, mas Bola de Sebo foi ignorada, apesar do sacrifÃcio que fez pelos “amigos”.
Bola de Sebo e outros contos Compare preços e economize dinheiro
É um conto pertencente ao Realismo, que presa pela retratação da verdade, a contemporaneidade, busca pela interpretação da vida e o detalhismo nas descrições:
Bem pequena, redondinha, obesa, com dedos gordinhos, estrangulados nas falanges, semelhantes a curtas salsichas com uma tez brilhante e tensa, o seio enorme a arrebentar a blusa, era não obstante apetitosa e desejável, de tal forma seduzia o seu frescor. Seu rosto parecia uma maçã vermelha, um botão de peônia prestes a desabrochar; e ali se abriam, no alto, dois esplêndidos olhos negros, sombreados de grandes e espessos cÃlios, que mais escuros ainda os tornavam; embaixo, uma sedutora boca, pequena, molhada para o beijo, adornada de dentinhos brilhantes e microscópicos. Ademais, ela possuÃa, segundo comentava, inapreciáveis qualidades.
Temas sociais abordados
- Preconceito entre as classes sociais;
- Preceitos morais da época;
- Hipocrisia das classes dominantes;
- Religiosidade;
- PolÃtica;
- As conseqüências de um pais derrotado pela guerra.
A obra tem um caráter extremamente subversivo, pois faz uma crÃtica ao modo como as pessoas de classe social inferior são tratadas, isto é, o preconceito social da nobreza da época.


O Processo, de Franz Kafka
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Ulisses, de James Joyce
Hamlet, de William Shakespeare
Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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