A literatura e a figura da mulher
Como eu já falei em um post anterior, a pesquisa na qual vou trabalhar na faculdade é sobre o papel da mulher na literatura sul-riograndense. Por isso, volta e meia vou abordar esse assunto por aqui, mas de uma forma mais abrangente do que o “foco sul-riograndense”.
Pra começar, encontrei um texto de uma conterrânea minha, publicado no jornal Serra Cult que introduz o tema de uma maneira agradável, quase poética.
Numa das obras mais antigas, a Bíblia, no Gênesis, livro da criação de todas as coisas, Eva, a mãe de todos os viventes, é a primeira mulher citada. E depois, seguindo-se a leitura dos demais livros desta obra, depara-se com muitas outras mulheres corajosas, sábias, valorosas, amantes de suas causas e de seus descendentes, capazes de desafiarem a tirania dos poderosos.
É assim também em toda a história da literatura. Em qualquer tempo, a figura feminina sempre teve um lugar de destaque, representando mudança, pois o mundo fica diferente depois da existência desta ou daquela mulher. Seria impossível nomear num pequeno texto as mulheres que marcaram com a história de suas vidas as mentes dos leitores, transpondo séculos e mundos diferentes, permanecendo vivas, tornando-se modelo de conduta, força, orientação.
Mulheres simples, verdadeiras emprestaram seus nomes para títulos dos livros e entregaram suas vidas para enredos de romances e poemas, sem a pretensão da glória. Delas serviu-se e serve-se a Literatura, alimentou-se e alimenta-se de seus atos, de suas lutas, de suas dores para obter a substância das tramas que devolve caprichosamente urdidas pelas palavras. Delineiam-se nas páginas da obra fortalezas, distinguidas pelo amparo, pela defesa, pela proteção. Todas que aí estão não foram imaginadas. Saíram da vida real. São mulheres incríveis, construindo todos os dias o capítulo de uma história digna de figurar no mais vendido, no mais belo livro de literatura, pois são o texto indispensável na obra máxima que é a vida.
Denize Maria Leal

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