A linguagem do séc. XXI – A arte na blogosfera
O texto a seguir foi escrito por Daisy Carvalho. Conheça o blog da Daisy: Escombros do vácuo
* Caso você queira ver seu texto publicado no lendo.org, envie através do e-mail mr.thechessman@gmail.com ou pela página de contato
No dia-a-dia nos comunicamos todo o tempo. E o fazemos por meio de palavras. Mas essa prática é automática, sai naturalmente.
Em uma palestra, Menalton Braff, escritor e professor de literatura, prêmio Jabuti no ano 2000 com “À Sombra dos Ciprestes” — nomeado Livro do Ano na área de ficção dissertou sobre o assunto e analisou muito bem a questão.
Não há conhecimento humano que não seja feito de linguagem. Nós precisamos de linguagem inclusive para nos reconhecer: ou vocês conseguem dar um nome ou não conseguem nem pensar…
As palavras têm a força da emoção, de sentimentos. Como sou apaixonada por literatura fiquei emocionada com a colocação filosófica de Wittgenstein nesta mesma palestra:
Os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem. O que você consegue pensar, conhecer, tem que ser expresso em alguma forma de linguagem. Conhecimento é representação, ou essa representação vem na linguagem ou você não tem conhecimento. Então, não escapa disso.
Com palavras criamos o amor, a esperança e até boas políticas. O inconcebível é o homem viver sem sua linguagem. No início do séc. XX as vanguardas na Europa mudaram a visão dessas linguagens.
Nas artes houve revoluções, na literatura, pintura, inclusive com o surgimento da fotografia, o artista plástico recriou-se com Portinari dando uma nova visão da vida que já não poderia ser retratada exatamente como na fotografia.
Na literatura, houve na Escola de Lingüística de Praga, digamos,uma releitura, com os formalistas.
Era preciso causar impacto, surpresa. A literatura muda de função. Assim começou a Modernidade.
E já vemos hoje frutos contemporâneos ao caminharmos para a Pós-Modernidade. Escritores e artistas de vários segmentos usam a internet, os blogs para desenvolverem seus talentos. Começa aqui, ao que tudo indica outro movimento: a vanguarda da linguagem eletrônica do século XXI.



O Processo, de Franz Kafka
As flores do mal, de Charles Baudelaire

Crime e Castigo, de Dostoiévski
Hamlet, de William Shakespeare
Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
A Divina Comédia, de Dante Alighieri
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