Como NÃO escrever? 16 conselhos de Borges

Dicas de Escrita de Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges foi um dos maiores escritores da história. Argentino, mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas.

Em suas obras, fala de assuntos como filosofia, metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os “delírios do racional”, expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos.

Nesse momento, estou lendo O Aleph, livro de contos que foi publicado em 1949.

Apesar de só agora estar virando moda essa coisa de escritores famosos lançando livros sobre como escrever bem, Borges também deu sua contribuição que, não muito pretensiosa, acaba sendo bastante cômica.

Na literatura é preciso evitar:

  1. As interpretações muito inconformistas de obras ou personagens famosas. Por exemplo, descrever a misoginia de Don Juan;
  2. Pares de personagens grosseiramente opostos ou contraditórios, como por exemplo Don Quixote e Sancho Pança, Sherlock Holmes e Watson;
  3. O costume de caracterizar as personagens por suas manias, como faz, por exemplo, Charles Dickens.
  4. No desenvolvimento da trama, fazer jogos extravagantes com o tempo ou espaço, como fazem Faulkner, Borges e Bioy Casares;
  5. Nas poesias, situações ou personagens com os quais o leitor possa se identificar;
  6. Personagens suscetíveis de converterem-se em mitos;
  7. As frases, as cenas intencionalmente ligadas a determinado lugar ou determinada época; ou seja, o ambiente local;
  8. A enumeração caótica;
  9. As metáforas em geral, e em particular as metáforas visuais. Mais concretamente ainda, as metáforas agrícolas, navais ou bancárias. Exemplo absolutamente desaconselhável: Proust;
  10. O antropomorfismo: Kafka;
  11. Romances cuja trama argumental lembre a de outro livro. Por exemplo, o Ulysses de Joyce e a Odisséia de Homero;
  12. Livros que pareçam menus, álbuns, itinerários ou concertos;
  13. Tudo aquilo que possa ser ilustrado. Tudo que possa sugerir a idéia de ser convertido em filme;
  14. Nos ensaios críticos, toda referência histórica ou biográfica. Evitar sempre as alusões à personalidade ou à vida privada dos autores estudados. Sobretudo, evitar a análise psíquica.
  15. As cenas domésticas nos romances policiais; as cenas dramáticas nos diálogos filosóficos;
  16. Evitar a vaidade, a modéstia, a pederastia, a falta de pederastia, o suicídio.

Fonte | Luke

André Augusto Gazola é formado em Letras, professor de Literatura e História da Arte, pós-graduado em Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura e fundador do blog Lendo.org.

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